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domingo, 31 de maio de 2009

Samuel perfeito em serviço...


Reconhecemos que Samuel realmente foi um grande homem de Deus, desde seu chamado Deus deixou bem claro que ele seria um servo limpo, pois “antes que a lâmpada de Deus se apagasse” Deus o chamou, impedindo que a ruína espiritual tomasse conta de Israel por conseqüência da passividade e letargia espiritual de Eli.
Porém é impressionante o caminho limpo e íntegro que Samuel trilhou, no fim da vida, na velhice ele pode se colocar em pé diante das pessoas e dizer estas palavras:

1 Samuel 12:2
Agora, pois, eis que tendes o
rei à vossa frente. Já envelheci e estou cheio de cãs, e meus filhos estão convosco; o meu procedimento esteve diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje.

1 Samuel 12:3
Eis-me aqui, testemunhai contra mim perante o
SENHOR e perante o seu ungido: de quem tomei o boi? De quem tomei o jumento? A quem defraudei? A quem oprimi? E das mãos de quem aceitei suborno para encobrir com ele os meus olhos? E vo-lo restituirei.

Que vida integra que ele teve, todo o percurso santificado e limpo, sem causar danos a ninguém:

1 Samuel 12:4
Então, responderam: Em nada nos defraudaste, nem nos oprimiste, nem tomaste coisa alguma das mãos de ninguém.


Samuel nunca lesou ninguém, nunca defraudou (roubou, desfalcou), nunca oprimiu, nunca julgou injustamente visando benefícios pessoais, nunca privilegiou ninguém em troca de favores...

Quão íntegro foi Samuel...
Quantos poderão erguer a cabeça e dizer isto, no fim da sua vida...
Quantos estarão cercados por seus opositores, requisitores e vingadores, que gritando clamarão pelo sangue que lhes derramou, ou pelos bens que lhes tomou indevidamente.

Baseado nisso posso entender , aquele versículo que Jesus diz:

Mateus 5:25
Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão.


Poderemos nós, chegar ao fim da vida e perguntar assim???
Deus queira que sim!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Uma versão clara do episódio de Ana

A DEFESA DE ANA

Num desses equívocos imperdoáveis cometidos por ministros religiosos, o sumo sacerdote Eli, em vez de oferecer o ombro para Ana desafogar a sua aflição, tratou-a como uma mulher embriagada (a palavra do original pode significar também mulher vadia, mulher perdida, descarada ou vagabunda). O fato aconteceu em Siló, a 35 quilômetros ao nordeste de Jerusalém, onde se localizavam o santuário central e a arca da aliança, lá pelo ano 1.100 antes de Cristo.

A defesa de Ana, até então estéril, pode ser parafraseada assim: “O sacerdote se equivocou. Não bebi vinho nem qualquer outra bebida forte. Não estou embriagada. Não sou mulher vadia. Tenho marido e só não tenho filhos porque o Senhor tem me deixado estéril até agora. Estou apenas chorando, derramando o excesso de minha tristeza diante do Senhor, desafogando a minha alma, desabafando meus segredos e minhas dores, suplicando o fim de minha esterilidade, clamando a Deus por um filho e prometendo consagra-lo ao Senhor logo após o desmame. Não estou bêbada. Estou triste, muito triste. Estou angustiada, muito angustiada. Estou amargurada, muito amargurada. Estou humilhada, muito humilhada. Estou cheia, muito cheia, de Penina, a outra mulher de meu marido, que me irrita, me provoca, me deixa com os nervos na flor da pele. Estou chorando, chorando muito. Estou pedindo, pedindo muito. Estou prometendo, prometendo muito!” (1 Sm 1.9-20.)

Dois ou três anos depois, Ana voltou a Siló, com o pequeno Samuel e mais um filho no ventre, para cumprir o voto feito anteriormente e lá deixou para sempre o primogênito. Então, ela se encontrou com o sacerdote Eli e se apresentou:

“Meu Senhor, eu sou aquela chorona, aquela mulher que mexia os lábios, mas não emitia som algum. Sou aquela mulher casada e séria que o senhor julgou bêbada e vagabunda. Sou aquela mulher estéril, ansiosa para engravidar e sentir as dores de parto. Sou aquela mulher machucada pela outra mulher de meu marido. Sou aquela mulher que estava no limiar de um desequilíbrio emocional. Sou aquela mulher que não comia nem bebia e carregava um semblante triste. Sou aquela mulher que recorreu à oração para superar um problema sem solução. Sou aquela mulher em cuja cabeça o senhor finalmente deitou as mãos para me dizer: ‘Vá em paz, e que o Deus de Israel lhe conceda o que você pediu’. Sou aquela mulher que fez o voto de dedicar ao Senhor o filho que porventura ele lhe desse por todos os dias de sua vida” (1 Sm 1.24-28, paráfrase).

Depois de deixar o pequeno Samuel nas mãos de Eli, Ana voltou para Ramataim com o marido e o outro filho no ventre. Ela engravidou outras três vezes e teve ao todo três filhos e duas filhas (1 Sm 2.21).

Editora Ultimato - edição 298