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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O julgamento dos "crentes" o Juízo na Casa de Deus

SALMO 50
O levita Asaf descreve neste salmo de maneira clara o agir de Deus quanto ao seu povo, revela o juízo de Deus com relação a contaminação na sua casa e no seio daqueles que alegam segui-lo:
O Senhor se levanta para julgar o seu povo, povo este que muitas vezes passivo e cauterizado em sua mente julga-se inatingível e inabalável mesmo ostentando atitudes que contrariam a vontade de Deus.
Para julgar o seu povo, Deus se levanta em indignação, e convoca toda terra, Ele não silenciará acerca dos erros que vê sendo cometido por aqueles que chamam pelo seu nome, mas intimamente estão distante dEle.
" Falou o Senhor Deus e convocou toda a terra, desde o levante até o poente. Do alto de Sião, ideal de beleza, Deus refulgiu: nosso Deus vem vindo e não se calará. Um fogo abrasador o precede; ao seu redor, furiosa tempestade. Do alto ele convoca os céus e a terra para julgar seu povo:”(Sl.50:1-4)
Deus então dá a ordem para que se reuna diante dEle os seus fiéis, aqueles que estabeleceram aliança, sim o próprio povo de Deus está sendo convocado e será julgado pelo próprio Deus, assim dos céus revela-se que a Justiça irá triunfar, comparece diante de Deus uma multidão de crentes, todos estão ali para escutar, ao olharem aquela multidão pensamos os servos do Senhor se reunem para mais um culto de adoração, porém não é isso que ocorre, mas aqueles que estão ali como ocorrerá no futuro, serão julgados e ainda que sejam uma grande igreja , e aparentem ser todos santificados do Senhor, serão separados como o joio e o trigo pelo próprio Deus, ainda que tenham convivido anos em meio aos fiéis serão desmascarados e tratados em suas deformações:
“ Reuni os meus fiéis, que selaram comigo aliança pelo sacrifício.E os céus proclamam sua justiça, porque é o próprio Deus quem vai julgar.” (Sl 50:5-6)
No julgamento de Deus ao seu povo Ele denuncia:
1)A miséria e avareza humana:
“Escutai, ó meu povo, que eu vou falar: Israel, vou testemunhar contra ti. Deus, o teu Deus, sou eu.
Não te repreendo pelos teus sacrifícios, pois teus holocaustos estão sempre diante de mim.
Não preciso do novilho do teu estábulo, nem dos cabritos de teus apriscos, pois minhas são todas as feras das matas; há milhares de animais nos meus montes. Conheço todos os pássaros do céu, e tudo o que se move nos campos. Se tivesse fome, não precisava dizer-te, porque minha é a terra e tudo o que ela contém. Porventura preciso comer carne de touros, ou beber sangue de cabrito?. Oferece, antes, a Deus um sacrifício de louvor e cumpre teus votos para com o Altíssimo.
O povo entregava ao Senhor os seus sacrifícios, ofertas porém havia um peso em seus corações, como se tivessem entregando o que é seu, porém Deus revela que não precisa do que é do homem, pois tudo é Dele, entregavam com peso uma pomba em seu altar, porém todas as aves dos céus já é dele, ele não precisa das migalhas humanas vindas das mãos de ninguém, entregavam com peso e contrariedade os seus cabritos e novilhos porém o Senhor também não dependia deles, pois todos os animais da terra pertencem a Ele, tudo Ele fez, ele não precisa destas entregas, ele não depende do homem para viver e nem sobreviver, mas a única coisa que espera do ser humano é fidelidade e uma entrega por gratidão e louvor diante de tudo que Ele faz e é, ele aguarda a entrega das nossas mãos como um sacrifício de louvor, de glorificação ao Seu grande Nome pelo reconhecimento de que Ele é Deus assim como aguarda a retidão do coração e sinceridade no cumprimento dos votos que proporam diante dEle, o Senhor aguarda fidelidade naquilo que prometemos a Ele e isso por amor e não por obrigação, mas como demonstração de dedicação e respeito ao Seu Poderoso Nome.
Consequência da fidelidade e devoção, quando invocar ao Senhor no momento da tribulação será livrado e glorificará o Nome do Senhor.
“Invoca-me nos dias de tribulação, e eu te livrarei e me darás glória.”
O Senhor após repreender o seu povo, inicia um sermão direto aos pecadores, porém se na reunião só foram chamados os santos, como haviam pecadores ali? Pecadores que habitam em meio aos santos? Seria o joio no meio do trigo que Cristo tanto denunciou? Vejamos as atitudes do Joio:
1) São como os fariseus, tem na boca as Palavras do Senhor porém no coração rejeitam a Sua Palavra:
“ Ao pecador, porém, Deus diz: Por que recitas os meus mandamentos, e tens na boca as palavras da minha aliança? Tu que aborreces meus ensinamentos e rejeitas minhas palavras? (Sl.50:16-17)
O Joio que habita no meio do trigo, aparenta ser trigo mas é joio, pois ele sabe de cor a Palavra, conhece a vontade de Deus, pratica o erro, comete o pecado não por ignorância mas conhecendo e ciente, pois embora conheça a Vontade do Senhor aborrece os seus caminhos, quando repreendido pela Palavra rejeita-a lançando-a para longe de si, atribui a outros as culpas, mas nunca reconhece ou arrepende-se dos seus erros.
O Joio tem a Palavra nos lábios, honra a Deus com a boca mas o coração está longe de Deus, não se importa em fazer a Sua vontade.
2)Tem comunhão com as trevas:
“Se vês um ladrão, te ajuntas a ele...” (Sl.50:18a)
A bíblia é clara o ladrão que veio para roubar, matar e destruir é Satanás, e aquele que é Joio se ajunta ao ladrão, ou seja ele pactua com as obras do inferno, ele vê as ações malignas, o roubo, o engano, a mentira, a manipulação, a soberba, corrupção e ele tem comunhão com estas obras das trevas.
3) Se associa a imoralidade e traição:
“... e com adúlteros te associas” (Sl.50:18b)
O Joio inclina-se para o que é mal, tem envolvimento e prazer na imoralidade,alia-se a promiscuidade, no pecado contra Deus e contra os homens se une com facilidade, e com aqueles que praticam tem unidade e prazer.
4) Fala o que quer e usa a boca para o mal:
“Dás plena licença à tua boca para o mal e tua língua trama fraudes” (Sl.50:19)
O Joio é desbocado, por ser tolo fala demais e fica criando mentiras e armando situações para prejudicar, manchar ou lesar o próximo, e ele se julga inatingível diante de tudo o que faz, fala, fofoca, contamina, acusa, difama e pensa que ficará imune que nada colherá, como os 3 amigos de Jó falaram sem medida até o momento em que ficaram totalmente retidos e comprometidos espiritualmente devido ao que falaram.
5) Se ajuntam para falar mal dos irmão de fé e caluniam os próprios familiares:
“Tu te assentas para falar contra teu irmão, cobres de calúnias o filho de tua própria mãe.”(Sl.50:20)
Joio não respeita a ninguém e julgando-se sábio comete tolices e loucuras, falando mal e difamando expõe, através de falatórios vãos e inúteis sua igreja, vida e família, pois julgam que nada lhe sobrevirá.
A separação do joio e do trigo ocorre pela denúncia do mal, o Senhor até por um tempo permite que as coisas aconteçam para que seja identificado quem é e quem não é, pois no silêncio de Deus é revelado o coração dos homens, porém por Deus muitas vezes não ter agido não significava que ele estava concordando, mas no momento certo Deus expõe as imundícias e denuncia o pecado cometido diante do seu altar.
“Eis o que fazes, e eu hei de me calar? Pensas que eu sou igual a ti? Não, mas vou te repreender e te lançar em rosto os teus pecados.” (Sl. 50:21)
O fim desta visa alertar, denunciar e despertar o povo de Deus, acerca de suas omissões e práticas contrárias a vontade de Deus, pois por um tempo Deus até fica calado , porém chegará o momento dele se manifestar e julgar a causa dos fiéis, o dia em que ele fará a diferença entre quem serve e quem não o serve, o dia em que ele separará o joio do trigo...por isso não é suficiente ser um religioso frequentante de uma igreja, ou seguidor de um homem ou líder, mas necessário é ter vida diante de Deus, pois todo aquele que se esquece de Deus será revelado e suas obras e pecados ocultos virão a luz, pois Deus desmascarará e todo hipócrita cairá diante da Verdade.
“Compreendei bem isto, vós que vos esqueceis de Deus: não suceda que eu vos arrebate e não haja quem vos salve.” (Sl. 50:22)
Na verdade o Senhor revela que quem o louva, reconhece-O e submete-se a Ele honra-o Verdadeiramente , pois ele exalta o Senhor com os lábios, mas confirma com as ações e vida reta que mantêm diante do Senhor, e estes viverão os livramentos e verão a salvação de Deus.
“Honra-me quem oferece um sacrifício de louvor; ao que procede retamente, a este eu mostrarei a salvação de Deus". (Sl 50:23)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Uma versão clara do episódio de Ana

A DEFESA DE ANA

Num desses equívocos imperdoáveis cometidos por ministros religiosos, o sumo sacerdote Eli, em vez de oferecer o ombro para Ana desafogar a sua aflição, tratou-a como uma mulher embriagada (a palavra do original pode significar também mulher vadia, mulher perdida, descarada ou vagabunda). O fato aconteceu em Siló, a 35 quilômetros ao nordeste de Jerusalém, onde se localizavam o santuário central e a arca da aliança, lá pelo ano 1.100 antes de Cristo.

A defesa de Ana, até então estéril, pode ser parafraseada assim: “O sacerdote se equivocou. Não bebi vinho nem qualquer outra bebida forte. Não estou embriagada. Não sou mulher vadia. Tenho marido e só não tenho filhos porque o Senhor tem me deixado estéril até agora. Estou apenas chorando, derramando o excesso de minha tristeza diante do Senhor, desafogando a minha alma, desabafando meus segredos e minhas dores, suplicando o fim de minha esterilidade, clamando a Deus por um filho e prometendo consagra-lo ao Senhor logo após o desmame. Não estou bêbada. Estou triste, muito triste. Estou angustiada, muito angustiada. Estou amargurada, muito amargurada. Estou humilhada, muito humilhada. Estou cheia, muito cheia, de Penina, a outra mulher de meu marido, que me irrita, me provoca, me deixa com os nervos na flor da pele. Estou chorando, chorando muito. Estou pedindo, pedindo muito. Estou prometendo, prometendo muito!” (1 Sm 1.9-20.)

Dois ou três anos depois, Ana voltou a Siló, com o pequeno Samuel e mais um filho no ventre, para cumprir o voto feito anteriormente e lá deixou para sempre o primogênito. Então, ela se encontrou com o sacerdote Eli e se apresentou:

“Meu Senhor, eu sou aquela chorona, aquela mulher que mexia os lábios, mas não emitia som algum. Sou aquela mulher casada e séria que o senhor julgou bêbada e vagabunda. Sou aquela mulher estéril, ansiosa para engravidar e sentir as dores de parto. Sou aquela mulher machucada pela outra mulher de meu marido. Sou aquela mulher que estava no limiar de um desequilíbrio emocional. Sou aquela mulher que não comia nem bebia e carregava um semblante triste. Sou aquela mulher que recorreu à oração para superar um problema sem solução. Sou aquela mulher em cuja cabeça o senhor finalmente deitou as mãos para me dizer: ‘Vá em paz, e que o Deus de Israel lhe conceda o que você pediu’. Sou aquela mulher que fez o voto de dedicar ao Senhor o filho que porventura ele lhe desse por todos os dias de sua vida” (1 Sm 1.24-28, paráfrase).

Depois de deixar o pequeno Samuel nas mãos de Eli, Ana voltou para Ramataim com o marido e o outro filho no ventre. Ela engravidou outras três vezes e teve ao todo três filhos e duas filhas (1 Sm 2.21).

Editora Ultimato - edição 298