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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Vencer a religiosidade que cega e atrofia


Vencer a religião que cega e atrofia a mente e coração

"E no dia seguinte, indo eles seu caminho, e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta.
E tendo fome, quis comer; e, enquanto lho preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos,
E viu o céu aberto, e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, e vindo para a terra.
No qual havia de todos os animais quadrúpedes e répteis da terra, e aves do céu.
E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come.
Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda. (Atos 10)

Perceba a religiosidade que muitas vezes assola a vida daqueles que andam com Deus, o conhecem e até já viveram uma grande conversão.
Pedro primeiramente estava orando, logo deduzimos que quem ora fala com Deus e quem fala tambem espera respostas, entretanto vemos o que a religiosidade gera, um ritualismo frio que não permite sequer a intervenção de Deus em nossas vidas.

Pedro estava orando e depois que ora sente fome, mas antes que ele pudesse levantar-se para comer  desce do céu um lençol com alimento, Deus oferece para Pedro um alimento, alimento este que ele se nega a saborear, pois limitado em seu entendimento e razão não consegue alcançar a grandiosidade do projeto de Deus.

Neste instante podemos notar os malefícios da religiosidade, que exclui Deus de suas próprias vidas, quantas vezes oramos e clamamos e sentimos fome necessidades que julgamos que deverão ser saciadas de uma forma e Deus dos céus quer trazer um novo tipo de provisão ou suprimento, entretanto apegados ás nossas razões negamos simplesmente e soberbamente o favor divino, para que seja feita a nossa vontade.

Quantas vezes você orou e esperou a resposta de uma maneira e porque não a alcançou daquela forma se frustrou, porém Deus estava com muita disposição de vir a ti com uma ajuda, com uma revelação que não conseguiste valorizar.

Jesus disse de forma clara: A minha comida é fazer a vontade do meu Pai que está nos céus! (João 4:34)

E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou. (Atos 10:14)

Muitas vezes oramos , oramos e não aceitamos o trabalhar de Deus, queremos delimitar até o que Deus fará, queremos exigir até o que julgamos ideal , porém nossa mente limitada e restrita nada pode acrescentar-nos em toda a sua sabedoria terrena.

Por três vezes Pedro negou, Pedro tinha este hábito, realmente era teimoso quanto áquilo que defendia, negou a Cristo três vezes pois queria provar para os judeus que não era um seguidor de Cristo e agora depois de todo arrependimento e dor, nega de novo 3 vezes comer daquilo que Deus lhe oferecia para se alimentar:

E aconteceu isto por três vezes; e o vaso tornou a recolher-se ao céu. (Atos 10:15)

O religioso em sua mente natural não consegue discernir o mover sobrenatural de Deus, mas antes duvida e indaga daquilo que Deus quer, tomado pela razão e convicção baseado no seu conhecimento humano acerca do que é ideal:

“E estando Pedro duvidando entre si acerca do que seria aquela visão que tinha visto, eis que os homens que foram enviados por Cornélio pararam à porta, perguntando pela casa de Simão.” (Atos 10:16)

Veremos as 4 determinações do Espírito do Senhor para superar a Religiosidade:

“E, pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito: Eis que três homens te buscam. Levanta-te pois, desce, e vai com eles, não duvidando; porque eu os enviei.” (Atos 10:20-21)

Perceba o detalhe para vencer a religiosidade há uma ação conjunta da Trindade, pois a religiosidade está ligada á incredulidade diretamente, o racionalismo, dogmas, ritualismo doutrinas humanas sufocaram o mover e comunhão por isso para tirar Pedro daquela condição religiosa de continuar preso ao ritualismos e legalismo judaico foram necessários 3 homens, tipificando o mover trino Pai, Filho e Espírito Santo a obra completa de salvação se dá através da desenvoltura plena da Trindade.

Primeira Ordem: Levanta-te!
Levantar-se espiritualmente para entender e viver as coisas dos céus, e não ficar preso em suas limitações e legalidades.

"Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá." Efésios 5:14

Somente quando Pedro se levantasse poderia voltar a ver as coisas do alto, caído , prostrado o ser humano não consegue nada além do que olhar para baixo, ficar com uma visão terrena, pequena e cheia de dificuldades, um homem caído terá grande dificuldade de relacionar-se com a grandiosidade de Deus, o Senhor é Altíssimo, ponto fundamental levantar-se e olhar para o alto, levantar-se e não ficar preso ao terreno, ao limitado mas desejar viver o sobrenatural de Deus.

"E agora por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor." Atos 22:16

Pedro precisava tirar os olhos do próprio umbigo e voltar novamente o seu olhar para Deus como no dia da sua conversão, que após negar a Cristo por três vezes também ve os olhos de Jesus e fitando-os cheio de arrependimento chora diante de Deus.

Segunda Ordem: Desce!

Descer expressa de forma clara ter vitória sobre a soberba da religiosidade, Pedro inchado, inflado pelas suas convicções religiosas, pelo fermento dos fariseus não conseguia enxergar a glória de Deus que haveria de se manifestar pelo alcance dos gentios, porém imbuído pela prepotência, religiosidade cega e arrogância Pedro jamais conseguiria viver na totalidade o querer de Deus, por isso a ordem expressa era desce, comparando-se a ordem que veio a Jeremias para descesse a olaria de Deus e ali visse o vaso ser quebrado e refeito para que pudesse tornar-se um instrumento de Deus.

Descer significa espiritualmente humilhar-se debaixo da potente mão de Deus, ceder diante do Senhor, quebrantar-se, render-se, abandonar a soberba e a força da razão exacerbada que se justifica e vangloria diante de Deus, mas descer do lugar de auto confiança, da posição de grandeza pessoal, descer deixando toda postura de dureza e resistência á voz do Senhor, para submeter-se totalmente ao querer daquele que é Único Deus.

Diante do lençol branco que descia do céu, da proposta de uma comida diferenciada Pedro deveria ter respondido como Jesus:

" A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra." João 4:34

A satisfação em cumprir com a vontade de Deus, de agradá-lo e se submeter á sua vontade supera qualquer dogma, ritual ou possível vínculo humano , religioso ou  adquirido.

Terceira Ordem: Vai!

O Ide é uma ordenança , e agora o Espírito Santo estava vencendo as resistências de Pedro, que se limitava a prosseguir devido ao conhecimento adquirido na religiosidade, o legalismo o barrava e colocava tropeços que o impediam de viver o envio.

"Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento." Mateus 9:13

O Espírito Santo claramente ordena > Vai! E que essa voz possa redundar em nossos corações, e possamos como ´Pedro vencer nossas barreiras humanas, informações, empecilhos que nos paralisam espiritualmente, e as vezes mesmo tendo tanta vontade, desejo, nos limitamos em nossos corações pois criamos sofismas e nos limitamos aos nossos próprios corações e razões.

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." Marcos 16:15

Quarta Ordem: Não duvide!

A incredulidade tem matado o chamado de muitos homens de Deus, pessoas eleitas que se encheram de descrédito das coisas de Deus, e morreram espiritualmente, a ausência, o afastamento é o maior gerador da incredulidade pois a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus.

Tomé alheio ao mover, afastado da comunhão, inerte em sua frustração e decepção religiosa se ausenta do grupo e quando Cristo aparece e renova, restaura e revifica a todos que perseveravam na busca, Tomé por sua ausência não participa e assim não recebe a Palavra e o mover que poderia restaurar a sua vida espiritual, tal apostasia gera uma frieza incrédula tão grande em seu coração que o faz desafiar do próprio Jesus, que independente da apatia manifesta pelo mesmo, se apresenta desmistificando toda religiosidade fria que habitava em Tomé e expondo o erro da sua incredulidade, o leva a confessar além do milagre da ressurreição a natureza divina de Cristo, nossa salvação.

Fuja do isolamento, da frieza, da intelectualidade seca, da letra sem espiritualidade e busque a comunhão e neste sentimento seja restaurado e creia pois “tudo é possível ao que crê!”.

Não se deixe morrer, Levante-se busque a Deus, desça, abandone o orgulho abandone este patamar de soberba, cumpra o IDE e creia incondicionalmente pois Deus fará tudo acontecer na sua vida em nome de Jesus.

"Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente.
E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!" João 20:27-28

Pedro pregou para os gentios e ainda estes foram cheios do Espírito Santo pela simples ação de comer o que Deus lhe dava, um novo sentimento , disposição e visão para cumprir o chamado de Deus.
Raquel Camargo Fragoso
Enviado por Raquel Camargo Fragoso em 30/07/2012
Código do texto: T3805261
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sexta-feira, 11 de abril de 2008

Uma versão clara do episódio de Ana

A DEFESA DE ANA

Num desses equívocos imperdoáveis cometidos por ministros religiosos, o sumo sacerdote Eli, em vez de oferecer o ombro para Ana desafogar a sua aflição, tratou-a como uma mulher embriagada (a palavra do original pode significar também mulher vadia, mulher perdida, descarada ou vagabunda). O fato aconteceu em Siló, a 35 quilômetros ao nordeste de Jerusalém, onde se localizavam o santuário central e a arca da aliança, lá pelo ano 1.100 antes de Cristo.

A defesa de Ana, até então estéril, pode ser parafraseada assim: “O sacerdote se equivocou. Não bebi vinho nem qualquer outra bebida forte. Não estou embriagada. Não sou mulher vadia. Tenho marido e só não tenho filhos porque o Senhor tem me deixado estéril até agora. Estou apenas chorando, derramando o excesso de minha tristeza diante do Senhor, desafogando a minha alma, desabafando meus segredos e minhas dores, suplicando o fim de minha esterilidade, clamando a Deus por um filho e prometendo consagra-lo ao Senhor logo após o desmame. Não estou bêbada. Estou triste, muito triste. Estou angustiada, muito angustiada. Estou amargurada, muito amargurada. Estou humilhada, muito humilhada. Estou cheia, muito cheia, de Penina, a outra mulher de meu marido, que me irrita, me provoca, me deixa com os nervos na flor da pele. Estou chorando, chorando muito. Estou pedindo, pedindo muito. Estou prometendo, prometendo muito!” (1 Sm 1.9-20.)

Dois ou três anos depois, Ana voltou a Siló, com o pequeno Samuel e mais um filho no ventre, para cumprir o voto feito anteriormente e lá deixou para sempre o primogênito. Então, ela se encontrou com o sacerdote Eli e se apresentou:

“Meu Senhor, eu sou aquela chorona, aquela mulher que mexia os lábios, mas não emitia som algum. Sou aquela mulher casada e séria que o senhor julgou bêbada e vagabunda. Sou aquela mulher estéril, ansiosa para engravidar e sentir as dores de parto. Sou aquela mulher machucada pela outra mulher de meu marido. Sou aquela mulher que estava no limiar de um desequilíbrio emocional. Sou aquela mulher que não comia nem bebia e carregava um semblante triste. Sou aquela mulher que recorreu à oração para superar um problema sem solução. Sou aquela mulher em cuja cabeça o senhor finalmente deitou as mãos para me dizer: ‘Vá em paz, e que o Deus de Israel lhe conceda o que você pediu’. Sou aquela mulher que fez o voto de dedicar ao Senhor o filho que porventura ele lhe desse por todos os dias de sua vida” (1 Sm 1.24-28, paráfrase).

Depois de deixar o pequeno Samuel nas mãos de Eli, Ana voltou para Ramataim com o marido e o outro filho no ventre. Ela engravidou outras três vezes e teve ao todo três filhos e duas filhas (1 Sm 2.21).

Editora Ultimato - edição 298