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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Líderes entre o poder a fama e o glamour


“O rei Davi era já velho…” Assim começa o relato do último capítulo da vida do grande monarca de Israel (1 Reis 1:1). Prestes a despedir-se do mundo, Davi teria que enfrentar seu último gigante.

Adonias, seu filho, apoiado por algumas das pessoas de maior confiança de Davi, resolvera usurpar o trono do próprio pai, embora soubesse que estava destinado a seu meio-irmão Salomão. Nada indicava que ele fosse capaz de tal ‘proeza’. Crescera à sombra de Absalão, que se destacava por sua beleza e ambição. Este também conspirou contra seu pai, e acabou assassinado pelo comandante do exército de Israel. Depois da morte de Absalão, Davi devotou a Adonias todo o seu amor. Talvez movido de culpa pelo que aconteceu a Absalão. O texto bíblico diz que “seu pai jamais o havia contrariado” (v.6). Enquanto Absalão tinha um espírito independente, e fora criado solto, Adonias fora criado nas barras de seu pai. Ambos conspiraram para tomar o trono de Israel, porém, com motivações bem distintas. Absalão era movido pela vaidade. O que desejava era o poder, a fim de provar à todos que poderia ser um rei mais competente que seu pai (2 Sm.15:4). Já Adonias foi movido pela paixão.

O texto diz que Davi, já de idade avançada, “por mais que o envolvessem com cobertas, não conseguia se aquecer. Então lhe disseram os seus servos: Busque-se para o rei meu senhor uma jovem virgem, que esteja perante o rei, e tenha cuidado dele. Durma ela no seu seio, para que o rei meu senhor se aqueça. Assim procuraram por todos os termos de Israel uma jovem formosa, e acharam a Abisague, sunamita, e a trouxeram ao rei. Era a jovem sobremaneira formosa: cuidava do rei, e o servia, porém o rei não a conheceu. ENTÃO Adonias, filho de Hagite, se exaltou, dizendo: EU REINAREI” (1 Reis 1:1-5a).

Abisague fora escolhida como a última concubina de Davi. Aquele que o sucedesse no trono, herdaria seu harém, e isso, incluía aquela linda jovem. Foi por desejá-la, que Adonias fez o que fez. Não era o trono que lhe interessava, mas o prazer que teria ao possuir àquela linda virgem que cuidava de seu velho pai.

- Que desperdício! Imaginava Adonias. – Uma jovem tão formosa, cuidando de um velho incapaz de satisfazê-la.

Enquanto Absalão fora seduzido pelo poder, Adonias foi seduzido pela luxúria.

O coração humano é deveras complexo. Há desejos que escondem motivações mais profundas, por vezes, inconfessáveis. Uns almejam o trono pelo poder, outros pelo prazer. Mas poucos são os que o almejam pela motivação certa.

Paulo diz que “se alguém aspira ao episcopado, execelente obra deseja” (1 Tm.3:1). Houve um tempo em que muitos jovens almejavam o ministério com motivações puras. Queriam ganhar almas, servir ao rebanho, e glorificar a Deus através de suas vidas. Hoje, porém, há muitos que aspiram ao ministério pelo glamour, pela fama, pelo dinheiro, pelo poder. Aliás, sempre houve quem nutrisse tais motivações. Paulo  denuncia aqueles que imaginavam que o ministério fosse “fonte de lucro” (1 Tm.6:6). Pedro também os denuncia e diz que “muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade. Por ganância farão de vós negócio, com palavras fingidas” (2 Pe.2:2-3a).

Não é o trono que querem, e sim, Abisague. O trono é apenas o meio de se alcançar o verdadeiro objetivo. Da mesma forma, não é o ministério que aspiram, mas a fama, que eventualmente, vai possibilitá-los concorrer a um cargo político. O nome de Deus é usado para que se consiga outros fins. É triste constatar isso, mas é a mais pura realidade. Chega ser nojento…

E quem não se dobra isso é tachado de idiota. É como o velho Davi, que tem Abisague ao alcance das mãos, mas é incapaz de possuí-la.

Quando Natã, o profeta, soube das intenções de Adonias, chamou Bate-Seba em particular, e pediu que colocasse Davi à par do que estava acontecendo. Afinal de contas, Davi jurara que Salomão, filho de Bate-Seba, seria seu sucessor no trono.

Ao saber que Adonias estava promovendo uma festa em que se auto-proclamava o novo rei de Israel, Davi mandou que buscassem sua mula, e fizessem com que Salomão a montasse, e que, chegando a Giom, fosse ungido pelo profeta Natã, e pelo sacerdote Zadoque, como o legítimo rei de Israel.

Naquele momento, Israel tinha dois reis, um legítimo, outro impostor. O povo, percebendo o que acontecia, deixou a festa de Adonias, e juntou-se aos que celebravam a posse de Salomão.

Ao ser informado do que acontecia, Adonias se desesperou, pois sabia que seria acusado de traição, o que resultaria em sua morte. Para evitar o pior, Adonias agarrou-se às pontas do altar, pois achava que ninguém se atreveria a matá-lo ali. Só deixou aquele lugar, depois de receber a garantia de que Salomão pouparia sua vida. Como Adonias, tem muita gente agarrada às pontas do altar, não por amar a Deus ou ao ministério, mas para protegerem seus interesses.

Depois que a poeira baixou, e o trono de Salomão foi consolidado, Adonias resolveu fazer uma nova investida. Mas agora, ele iria direto ao ponto. Em vez de um complô, Adonias acercou-se de Bate-Seba, mãe do rei, e pediu que intercedesse por ele. Repare em seus argumentos:

“Bem sabes que o reino era meu, e todo o Israel tinha posto a vista em mim para que eu viesse a reinar, ainda que o reino se transferiu e veio a ser de meu irmão; pois foi feito seu pelo Senhor. Agora um só pedido te faço; não mo rejeites. Ela lhe disse: Fala. Ele disse: Peço-te que fales ao rei Salomão (pois não to recusará), que me dê por mulher a Abisague, a sunamita” (2:15-17).

Em outras palavras: - Já que não posso ter o trono, que eu tenha Abisague! Isso era tudo o que ele realmente queria. Semelhantemente, há muitos que já desistiram do ministério, mas não desistiram do que ele possa oferecer. Alguns ostentam o título de pastor, sem ao menos terem um rebanho para cuidar, ou, pelo menos, ajudar a outro a apascentar. Muitos ainda trocaram o púlpito pelo plenário, ou pelo palanque, ou pelo palco. Virou moda cantores serem ‘ungidos’ a pastores, para dar mais peso ao seu ‘ministério’.

Se der pra ter Abisague, e de quebra, ocupar o trono, melhor ainda. Mas se não der pra ter um, vale a pena lutar para ter o outro. E o pior é que Bate-Seba caiu na estorinha de Adonias. Prestou-se ao papel de interceder para que Salomão liberasse Abisague de seu harém, e a concedesse a Adonias.

Se Salomão se mostrasse fraco naquele instante, ele correria o risco de por tudo a perder. Por isso, não deixou por menos. Ordenou que se aplicasse a Adonias a pena que ele merecia desde que usurpara o trono de seu pai.

Quais são as verdadeiras motivações do nosso coração? Por que desejamos ocupar uma determinada posição? O que nos leva a gastar cinco anos de nossas vidas numa faculdade? Seria o conhecimento lá adquirido, ou simplesmente o canudo que receberemos na conclusão do curso? Por que um pastor luta para encher sua igreja? Seria pela satisfação de ver almas salvas, ou pelo prestígio que isso lhe garantiria? Enfim, as lições apreendidas neste episódio da vida de Davi, podem e devem ser aplicadas em quaisquer circunstâncias, e não apenas no âmbito ministerial.

Conheci um jovem ministro que tinha tudo pra ser uma legítima bênção. Quando começou a crescer, deixou que Satanás enchesse seu coração de vaidade. Um dia ele disse à minha esposa: – Tá vendo aqui este relógio de ouro? Me diga qual o pastor de nossa igreja que tem um como este! Eu não quero acabar como esses pastorzinhos! Naquele instante, minha esposa fitou-lhe os olhos e disse: Este não é o pastor fulano que eu conheço. Que orgulho é esse? Pouco tempo depois, esse pastor veio a dividir uma das igrejas mais queridas de nossa denominação.

Lembre-se que o coração humano é enganoso. Não confie em sua capacidade de auto-examinar-se. Faça como Davi. Peça que o Senhor sonde seu coração, e perscrute os porões de sua alma, para ver se há algum caminho mal. Também não se deixe enganar pela aparência. Quem deseja ocupar o trono pode estar de olho é em Abisague.

Autor: Hermes C. Fernandes

domingo, 2 de janeiro de 2011

O fim dos traiçoeiros e manipuladores que se julgam indomáveis

Abner simboliza o crente indomável, ele lutas as guerras do rei, batalha é atuante; porém é insubordinável, não se submete aos princípios da aliança, justificando-se pelo seu muito afazer, porque trabalha muito, porque faz coisas demais, julga-se no direito de quebrar e violar as regras sem ser penalizado, afinal ele é bom no que faz, tem o dom, se transgride, peca, trai, adultera, se prostitui que mal haverá? Pois cumpre os seus afazeres cabalmente, ele é o “cara”, tem poder, força, recursos, influência, quem vai contradizê-lo, mexer com ele é correr riscos, pode prejudicar, tumultuar ou constranger, afinal ele domina sobre muitos, poderia gerar uma divisão, confusão , o que fazer?


Isbosete sabia de todo poder, influência e manipulação que existia , porém ousou repreender Abner, pelo erro que cometera, de deitar-se com a concubina de seu pai, neste momento contrariou aquele que se colocava como inquestionável, perfeito e exemplar.

"Ora, Saul tinha uma concubina chamada Resfa, filha de Aia. Isboset disse a Abner: Por que te aproximaste da concubina de meu pai?" (2Sm 3,7)

Da mesma forma se portavam os fariseus na época de Jesus, queriam apresentar-se potentes, intocáveis e limpos quando interiormente estavam cheios de imoralidade e corrupção, e porque Cristo ousou denunciá-los também sofreu perseguição e traição:

"Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda espécie de podridão". (Mt 23,27)

Abner quando repreendido pelo seu pecado, transformou-se pois não era filho, mas um bastardo execrável, só prestava serviços para o reino, era uma ativista que desenvolvia seus próprios feitos mas por ego do que propriamente por dedicação ou amor . Abner acostumado a ser sempre só aplaudido indigna-se pois afinal fora requerido pelo pecado que cometera:

"Abner indignou-se com estas palavras de Isboset e disse: Sou porventura uma cabeça de cão a serviço de Judá? Enquanto neste momento trabalho pela casa de Saul, teu pai, pelos seus irmãos e seus amigos, não os deixando cair nas mãos de Davi, vens tu acusar-me de pecado com esta mulher?" (2Sm 3,8)

Abner o ativista sem comprometimento real com o reino de Saul transformou-se depois da repreensão, e mostrou sua verdadeira essência infiel, carnal e traiçoeira ameaçando Isbosete vai para o lado inimigo e confabula, arma e entrega todos os segredos que adquirira na época que fingiu ser leal .

Abner intratável no caráter e conduta, quantos Abners encontramos por aí, religiosos, fariseus que se movem velozmente, trabalham, fazem o que tem que fazer porém pelo que fazem materialmente ou financeiramente julgam-se intocáveis, não podem ser contrariados ou denunciados em seus muitos pecados que acobertam e ainda intitulam-se aptos para o reino.

Porque Abner foi contrariado, denunciado e repreendido virou-se contra o seu senhor, ameaçando, traiu o reino de Saul entregando-o a Davi.

Quantos homens de dinheiro acham que compraram a igreja, os pastores, os templos e assim fazem o que querem, porém pelo muito que dão julgam-se perfeitos, e líderes como na antiguidade vendidos acabam calando-se e não lhes denuncia os muitos pecados, com medo de perderem tal ovelha gorda do rebanho, afinal fazem tanto com o dinheiro por ele empreendido, já ouvi de homens abastados que destituíram líderes, pastores, presbíteros e verdadeiros servos de Deus porque ousaram tocar ou denunciar os seus pecados, adultérios ou devassidões.

Por outro lado, vemos os fariseus que trabalham muito, tem o poder em suas mãos, o monopólio das pessoas , as informações e dominam igrejas, habituados a reinarem se uma vez ofendidos em sua muita astucia armam contra a sua liderança , causam divisões, escândalos e acabam com a reputação de qualquer um, estes como Abner, embora estivessem no reino nunca pertenceram a ele, tem como deus o próprio ventre e enquanto são adulados e reconhecidos dão resultados, mas porque não são filhos do reino, não se deixam ser tratados, podem passar 20, 30, 45 anos dentro da igreja com os mesmos pecados e nem se sentem prejudicados, até que surja alguém que embora reconheça a tensão e confusão que vai fazer, ouse repreender.

Hoje há muitos pastores, líderes, missionários que como Isbosete ousaram, fiéis a Deus, tocaram em Abner, denunciaram-no e viveram o revés das suas muitas astúcias , manipulações e falcatruas, porém são homens honrados diante do Senhor, profetas fiéis que terão o seu galardão, pois não fala somente o que o povo quer ouvir, mas o que Deus mesmo quer falar.Isbosete temeu, sofreu na mão daquele manipulador traidor, porém a denúncia revelou de vez quem Abner era, um traidor falso.

"Isboset não soube o que responder a Abner, porque o temia". (2Sm 3,11)

O Traidor Abner era tão hipócrita religioso, que até simulou motivos espirituais para trair e prejudicar o reino de Saul, da mesma forma o falso irmão age, enquanto tudo lhe convém ele está do seu lado, mas se sente prejudicado, arruma os maiores argumentos para não somente deixar-te, ou afastar-se de ti, pois isso seria tolerável, mas ele alega motivações retas e espirituais para te trair, prejudicar, ferir e eliminar:

"Deus me trate com o maior rigor, se eu não procurar para Davi tudo o que o Senhor lhe prometeu," (2Sm 3,9) "a saber, tirar a realeza da casa de Saul e firmar o trono de Davi sobre Israel e sobre Judá, desde Dã até Bersabéia!" (2Sm 3,10)

Abner realmente dominado pela traição, maldade, vingança, manipulação, farsa trai Isbosete , regozijando-se julgava que se sairia bem, pensava que poderia continuar fazendo o que sempre quis da forma que bem desejasse, era só continuar dando o seu bom trabalho, porém ele estava enganado, havia um inimigo no encalço dele, desde o passado, o nome dele era Joabe, e encontrou neste momento da história ocasião para mata-lo, porque Abner deixou seu reino e cheio de má intenção foi até o reino de Joabe, ali Abner totalmente descoberto morreu.

Joabe chama a Abner em segredo, e ali na escuridão lhe finca um dardo fatal, Abner o indomável, inquestionável, intocável morreu, na sua própria astúcia, pois ao invés de reconhecer o próprio erro, preferiu armar contra aquele que queria discipliná-lo e dirigi-lo, da mesma forma quantos milhares de Abners tem morrido no caminho, no reino das trevas, pois embora trabalhassem em templos, andassem ao lado de autoridades, viviam no reino, se moviam, tinham os maiores e melhores dons, todavia insubordináveis não se submetiam a repreensão e ao invés de aceitarem ser corrigidos como filhos, optavam pela dissimulação, traição, preferiam sair ofendendo, xingando, traindo e falando mal da igreja do que aceitarem que a chaga estava neles, que eles precisavam ser tratados, julgavam que seu muito dinheiro, seu ativismo e muitos trabalhos ou dons recompensavam ou justificavam viverem a vida , totalmente alheia á vontade de Deus e aos princípios divinos, porém a chaga da rebeldia e insubordinação é a pior e responsável pelas maiores mortes físicas, espirituais e eternas.

"Porque eis o que diz o Senhor: tua ferida é incurável e perigosa a tua chaga". (Jr 30,12)

A ferida de Israel era a infidelidade, Israel era infiel ao Senhor Deus, e o mesmo mal havia em Abner era infiel a Deus quebrou princípios morais e não admitia ser corrigido e aperfeiçoado:

Davi chorou muito a morte de Abner, ninguém acreditava afinal ele era tão fiel trabalhador, porque morreu como um ímpio? Trabalhava tanto, não tinha as mãos presas realmente, não era passivo, acomodado, preguiçoso, ao contrário era sempre presente, um ativista de primeira, porém embora externamente não tinha prisões que o prendiam , internamente era cativo dos seus pecados ocultos, da sua má índole, de sua altivez, orgulho, insubordinação, manipulação, mentiras, tramas e desrespeito.

E Davi cantou a seguinte lamentação, chorando Abner: Devia Abner morrer como morrem os insensatos?!

Tuas mãos não estavam algemadas, nem acorrentados os teus pés. Caíste como se cai diante de celerados.

E o povo chorou sobre ele. Depois, como todo mundo viesse a Davi insistindo em que ele tomasse algum alimento antes de acabar o dia, ele fez este juramento: Que o Senhor me trate com todo o seu rigor, se eu comer pão ou qualquer outra coisa, antes do pôr-do-sol. (II Sm. 3:33-35)



Da mesma forma hoje em dia, muitos trabalham no reino de Deus, são oficiais, levitas, diáconos, presbíteros mas nunca deixaram a sua chaga ser curada, nunca foram tratados de sua infidelidade, de sua insubordinação a Deus e por isso em momentos inimagináveis tornam-se desleais, cruéis, inimigos ferozes do próprio reino que serviram durante anos, basta serem contrariados, podados, repreendidos dos seus hábitos pecaminosos e doentios e tornam-se perseguidores amargos daqueles a quem serviam aparentemente tão fielmente.



Os filhos do Reino em marcas, sabem e aceitam ser corrigidos e contrariados, querem ser dirigidos, não se julgam os intocáveis, por mais que façam materialmente sabem que precisam de diração espiritual, e sempre prontos querem ser melhorados, aperfeiçoados e limpos, pois não são bastardos, mas filhos de um Deus santo:



Desse modo, cercados como estamos de uma tal nuvem de testemunhas, desvencilhemo-nos das cadeias do pecado. Corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus.

Em vez de gozo que se lhe oferecera, ele suportou a cruz e está sentado à direita do trono de Deus.

Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo.

Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado.

Estais esquecidos da exortação que vos é dirigida como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,11s).

Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige?

Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos.

Aliás, temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida?

Os primeiros nos educaram para pouco tempo, segundo a sua própria conveniência, ao passo que este o faz para nosso bem, para nos comunicar sua santidade.

E verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia aos que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de paz.

Levantai, pois, vossas mãos fatigadas e vossos joelhos trêmulos (Is 35,3).

Dirigi os vossos passos pelo caminho certo. Os que claudicam tornem ao bom caminho e não se desviem.

Procurai a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor.

Estai alerta para que ninguém deixe passar a graça de Deus, e para que não desponte nenhuma planta amarga, capaz de estragar e contaminar a massa inteira.

Que não haja entre vós ninguém sensual nem profanador como Esaú, que, por um prato de comida, vendeu o seu direito de primogenitura.

E sabeis que, desejando ele em seguida receber a bênção do herdeiro, lhe foi recusada. E não bastaram todas as súplicas e lágrimas para que seu pai mudasse de sentimento...

(Hb 12:1-17)

Autora: Pra Raquel Fragoso
Twitter: @prraquelfragoso

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Ele é tudo em todos...


Jesus é o verdadeiro e melhor Adão, que passou pelo teste no jardim e cuja obediência é imputada a nós.

Jesus é o verdadeiro e melhor Abel que, apesar de inocentemente morto, possui o sangue que clama, não para nossa condenação, mas para completa absolvição.

Jesus é o verdadeiro e melhor Abraão que respondeu ao chamado de Deus para deixar todo o conforto e a família e saiu para o vazio sem saber para onde ia, a fim de criar um novo povo de Deus.

Jesus é o verdadeiro e melhor Isaque, que foi não somente oferecido pelo Seu Pai no monte, mas foi verdadeiramente sacrificado por nós. E assim como Deus disse a Abraão, "agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho", nós também podemos olhar para Deus levando Seu Filho até o alto do monte e sacrificando-o, e então dizer, "Agora nós sabemos que Tu nos amas porque não retiveste Teu Filho, Teu único Filho a quem Tu amas, de nós."

Jesus é o verdadeiro e melhor Jacó que lutou e sofreu o golpe de justiça que merecíamos, de forma que nós, assim como Jacó, só recebêssemos as feridas da graça para nos despertar e disciplinar.

Jesus é o verdadeiro e melhor José que, à destra do rei, perdoa àqueles que o venderam e traíram e usa o seu novo poder para salvá-los.

Jesus é o verdadeiro e melhor Moisés que se põe na brecha entre o povo e Deus e que é mediador de uma nova aliança.

Jesus é a verdadeira e melhor Rocha de Moisés que, golpeada com a vara da justiça de Deus, agora nos dá água em pleno deserto.

Jesus é o verdadeiro e melhor Jó, sofredor verdadeiramente inocente, que então intercede e salva os seus tolos amigos.

Jesus é o verdadeiro e melhor Davi, cuja vitória torna-se a vitória do Seu povo, apesar deles nunca terem movido uma única pedra para conquistá-la.

Jesus é a verdadeira e melhor Ester que não apenas arriscou deixar um palácio terreno, mas perdeu o definitivo e divino; que não apenas arriscou sua vida, mas entregou-a para salvar o Seu povo.

Jesus é o verdadeiro e melhor Jonas que foi lançado para fora, na tempestade, para que nós pudéssemos ser trazidos para dentro.

Jesus é a verdadeira Rocha de Moisés, o verdadeiro Cordeiro pascal, inocente, perfeito, desamparado, sacrificado para que o anjo da morte não atentasse contra nós. Ele é o verdadeiro templo, o verdadeiro profeta, o verdadeiro sacerdote, o verdadeiro rei, o verdadeiro sacrifício, o verdadeiro cordeiro, a verdadeira luz, o verdadeiro pão.

A Bíblia definitivamente não é sobre você e eu! É sobre Ele.

Autor: Tim Keller