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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Porque recusamos os Apócrifos

Porque Recusamos os Apócrifos.




Os Apócrifos (a diferença entre as Bíblias):

Na Constituição Dogmática sobre Revelação Divina, o Concílio Vaticano II, no capítulo sobre Escritura Sagrada na Vida da Igreja, declarou que "Ela (a igreja) sempre considerou as Escrituras junto com a tradição sagrada como a regra suprema de fé, e sempre as considerará assim".

Da declaração anterior, nós, os cristãos evangélicos, rejeitamos, desde logo, a tradição sagrada como regra de fé. Ficamos, pois, em terreno comum com os católicos romanos no que diz respeito às Escrituras. No entanto, nisto também existe uma diferença de suma importância. Isto tem relação com os livros do cânon do Velho Testamento. No livro Consultas dei Clero, parágrafo 207, se transcreve assim o decreto emitido pelo Concilio de Trento sobre as Sagradas Escrituras: "Se alguém não receber como sagrados e canônicos estes livros inteiros, com todas as suas partes, tal como se encontram na Antiga Versão Vulgata, seja anátema."

Seguindo a mesma posição doutrinária, o Concilio Vaticano II, no capítulo sobre "A inspiração Divina e a Interpretação da Escritura Sagrada", se pronunciou da seguinte maneira: "Aquelas realidades divinamente reveladas, contidas e apresentadas na Escritura Sagrada, foram reduzidas à escritura sob a inspiração do Espírito Santo. A Santa Madre Igreja, descansando sobre a crença dos apóstolos, sustenta que os livros, tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, com todas as suas partes, são sagrados e canônicos, porque, havendo sido escritos sob a inspiração do Espírito Santo, têm a Deus como seu autor e foram transmitidos Como tais à igreja mesma." Mas, quando a Igreja Católica Romana se refere ao cânon do Velho Testamento, ela inclui uma série de livros que os protestantes chamam de "Apócrifos" mas os católicos de "Deuterocanônicos", os quais não aparecem nas versões evangélicas e hebraica da Bíblia. O resultado disto foi que na opinião popular dos católicos existem duas Bíblias: uma católica e a outra protestante. Mas semelhante asseveração não é certa. Só existe uma Bíblia, uma Palavra (escrita) de Deus.

Em suas línguas originais (o hebraico e o grego), a Bíblia é uma só e igual para todos. O que nem sempre é igual são as versões ou traduções dela aos diferentes idiomas. Neste estudo iremos mostrar porque nós, cristãos evangélicos, não aceitamos os chamados, "Livros Apócrifos", e conseqüentemente rejeitamos com provas sobejas, as alegações romanistas de que tais livros possuem canonicidade e inspiração divina.



Apócrifos: O Que Significa [este nome]?

Na realidade, os sentidos da palavra "apocrypha" refletem o problema que se manifesta nas duas concepções de sua canonicidade. No grego clássico, a palavra apocrypha significava "oculto" ou "difícil de entender". Posteriormente, tomou o sentido de "esotérico" ou algo que só os iniciados podem entender; não os de fora. Na época de Irineu e de Jerônimo (séculos III e IV), o termo apocrypha veio a ser aplicado aos livros não-canônicos do Antigo Testamento, mesmo aos que foram classificados previamente como "pseudepígrafos". Desde a era da Reforma, essa palavra tem sido usada para denotar os escritos judaicos não-canônicos originários do período intertestamentário. A questão diante de nós é a seguinte: verificar se os livros eram escondidos a fim de ser preservados, porque sua mensagem era profunda e espiritual ou porque eram espúrios e de confiabilidade duvidosa.

Natureza e número dos apócrifos do Antigo Testamento
Há quinze livros chamados apócrifos (catorze se a Epístola de Jeremias se unir a Baruque, como ocorre nas versões católicas de Douai). Com exceção de II Esdras, esses livros preenchem a lacuna existente entre Malaquias e Mateus e compreendem especificamente dois ou três séculos antes de Cristo.

Significado da palavra CÂNON e CANÔNICO CÂNON - (de origem semítica, na língua hebraica "qãneh" em Ez 40.3; e no grego: "kanón" em Gl 6.16"), tem sido traduzido em nossas versões em português como, "regra", "norma".
Significado literal: vara ou instrumento de medir.
Significado figurado: Regra ou critérios que comprovam a autenticidade e inspiração dos livros bíblicos; Lista dos Escritos Sagrados; Sinônimo de ESCRITURAS - como a regra de fé e ação investida de autoridade divina. Outros significados: Credo formulado (a doutrina da Igreja em Geral); Regras eclesiásticas (lista ou série de procedimentos) CANÔNICO - Que está de acordo com o cânon. Em relação aos 66 livros da Bíblia hebraica e evangélica.

Significado da palavra PSEUDOEPÍGRAFO - Literalmente significa "escritos falsos" - Os apócrifos não são necessariamente escritos falsos, mas, sim não canônicos, embora, também contenham ensinos errados ou hereges.



Diferenças entre as Bíblias Hebraicas, Protestantes e Católicas:

Diferenças Básicas:
1. Bíblia Hebraica - [a Bíblia dos judeus]
a) Contém somente os 39 livros do V.T.
b) Rejeita os 27 do N.T. como inspirado, assim como rejeitou Cristo.
c) Não aceita os livros apócrifos incluídos na Vulgata [versão Católico Romana)
2. Bíblia Protestante
a) Aceita os 39 livros do V.T. e também os 27 do N.T.
b) Rejeita os livros apócrifos incluídos na Vulgata, como não canônicos
3. Bíblia Católica
a) Contém os 39 livros do V.T. e os 27 do N.T.
b) Inclui na versão Vulgata, os livros apócrifos ou não canônicos que são: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico,Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel.

A seguir a lista dos que se encontravam na Septuaginta:
LIVROS APÓCRIFOS DA SEPTUAGINTA
1. III Esdras
2. IV Esdras
3. Oração de Azarias
4. Tobias
5. Adições a Ester
6. A Sabedoria de Salomão
7. Eclesiástico (Também chamado de Sabedoria de Jesus, filho de Siraque)
8. Baruque
9. A Carta de Jeremias
10. Os acréscimos de Daniel
11. A Oração de Manassés
12. I Macabeus
13. II Macabeus
14. Judite


Como os Apócrifos foram aprovados
A Igreja Romana aprovou os apócrifos em 8 de Abril de 1546 como meio de combater a Reforma protestante. Nessa época os protestantes combatiam violentamente as doutrinas romanistas do purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras, etc. Os romanistas viam nos apócrifos base para tais doutrinas, e apelaram para eles aprovando-os como canônicos.

Houve prós e contras dentro dessa própria igreja, como também depois. Nesse tempo os jesuítas exerciam muita influência no clero. Os debates sobre os apócrifos motivaram ataques dos dominicanos contra os franciscanos. O biblista católico John L. Mackenzie em seu "Dicionário Bíblico" sob o verbete, Cânone, comenta que no Concílio de Trento houve várias "controvérsias notadamente candentes" sobre a aprovação dos apócrifos. Mas o cardeal Pallavacini, em sua "História Eclesiástica" declara mais nitidamente que em pleno Concílio, 40 bispos dos 49 presentes travaram luta corporal, agarrado às barbas e batinas uns dos outros...

Foi nesse ambiente "ESPIRITUAL", que os apócrifos foram aprovados. A primeira edição da Bíblia católico-romana com os apócrifos deu-se em 1592, com autorização do papa Clemente VIII. Os Reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os apócrifos, colocando-os entre o Antigo e Novo Testamentos, não como livros inspirados, mas bons para a leitura e de valor literário histórico. Isto continuou até 1629.

A famosa versão inglesa King James (Versão do Rei Tiago) de 1611 ainda os trouxe. Porém, após 1629 as igrejas reformadas excluíram totalmente os apócrifos das suas edições da Bíblia, e, "induziram a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, sob pressão do puritanismo escocês, a declarar que não editaria Bíblias que tivessem os apócrifos, e de não colaborar com outras sociedades que incluíssem esses livros em suas edições." Melhor assim, tendo em vista evitar confusão entre o povo simples, que nem sempre sabe discernir entre um livro canônico e um apócrifo e também pelo fato do que aconteceu com a Vulgata! Melhor editá-los separadamente.




Por que Rejeitamos os Apócrifos?

Há várias razões porque os protestantes rejeitam os Apócrifos. Eis algumas delas:



1. Porque com o livro de Malaquias o Cânon Bíblico havia se encerrado

Depois de aproximadamente 435 a.C não houve mais acréscimos ao cânon do Antigo Testamento. A história do povo judeu foi registrada em outros escritos, tais como os livros dos Macabeus, mas eles não foram considerados dignos de inclusão na coleção das palavras de Deus que vinham dos anos anteriores.
Quando nos voltamos para a literatura judaica fora do Antigo Testamento percebemos que a crença de que haviam cessado as palavras divinamente autorizadas da parte de Deus é atestada de modo claro em várias vertentes da literatura extrabíblica.

· 1 Macabeus: (cerca de 100 a.c.), o autor escreve sobreo altar: "Demoliram-no, pois, e depuseram as pedras sobre o monte da Morada conveniente, à espera de que viesse algum profeta e se pronunciasse a respeito" (l Mac 4.45-46). Aparentemente, eles não conheciam ninguém que poderia falar com a autoridade de Deus como os profetas do Antigo Testamento haviam feito. A lembrança de um profeta credenciado no meio do povo pertencia ao passado distante, pois o autor podia falar de um grande sofrimento, "qual não tinha havido desde o dia em que não mais aparecera um profeta no meio deles" (l Mac 9.27; 14.41).

· Josefo: (nascido em c. 37/38 d.C.) explicou: "Desde Artaxerxes até os nossos dias foi escrita uma história completa, mas não foi julgada digna de crédito igual ao dos registros mais antigos, devido à falta de sucessão exata dos profetas" (Contra Apião 1:41) Essa declaração do maior historiador judeu do primeiro século cristão mostra que os escritos que agora fazem parte dos "apócrifos", mas que ele (e muitos dos seus contemporâneos) não os consideravam dignos "de crédito igual" ao das obras agora conhecida por nós como Escrituras do Antigo Testamento. Segundo o ponto de vista de Josefo, nenhuma "palavra de Deus" foi acrescentada às Escrituras após cerca de 435 a.c. · A literatura rabínica: reflete convicção semelhante em sua freqüente declaração de que o Espírito Santo (em sua função de inspirador de profecias) havia se afastado de Israel "Após a morte dos últimos profetas, Ageu, Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo afastou-se de Israel, mas eles ainda se beneficiavam do bath qôl" (Talmude Babilônico, Yomah 9b repetido em Sota 48b, Sanhedrín 11 a, e Midrash Rabbah sobre o Cântico dos Cânticos, 8.9.3).

· A comunidade de Qumran: (seita judaica que nos legou os Manuscritos do Mar Morto) também esperava um profeta cujas palavras teriam autoridade para substituir qualquer regulamento existente (veja 1QS 9.11), e outras declarações semelhantes são encontradas em outros trechos da literatura judaica antiga (veja II Baruc 85.3 Oração de Azarias 15). Assim, escritos posteriores a cerca de 435 a.C. em geral não eram aceitos pelo povo judeu como obras dotadas de autoridade igual à do restante das Escrituras.

· O Novo Testamento: não temos nenhum registro de alguma controvérsia entre Jesus e os judeus sobre a extensão do cânon. Ao que parece,Jesus e seus discípu1os de um lado e os líderes judeus ou o povo judeu, de outro, estavam plenamente de acordo em que acréscimos ao cânon do Antigo Testamento tinham cessado após os dias De Esdras, Neemias, Ester, Ageu, Zacarias e Malaquias. Esse fato é confirmado pelas citações do Antigo Testamento feitas por Jesus e pelos autores do Novo Testamento. Segundo uma contagem,Jesus e os autores do Novo Testamento citam mais de 295 vezes, várias partes das Escrituras do Antigo Testamento como palavras autorizadas por Deus, mas nem uma vez sequer citam alguma declaração extraída dos livros apócrifos ou qualquer outro escrito como se tivessem autoridade divina. A ausência completa de referência à outra literatura como palavra autorizada por Deus e as referências muito freqüentes a centenas de passagens no Antigo Testamento como dotadas de autoridade divina confirmam com grande força o fato de que os autores do Novo Testamento concordavam em que o cânon estabelecido do Antigo Testamento, nada mais nada menos, devia ser aceito como a verdadeira palavra de Deus



2. Porque a inclusão dos apócrifos foi acidental.

A conquista da Palestina por Alexandre, o Grande, ocasionou uma nova dispersão dos judeus por todo o império greco-macedônico. Pelo ano 300 antes de Cristo, a colônia de judeus na cidade de Alexandria, Egito, era numerosa, forte e fluente. Morrendo Alexandre, seu domínio dividiu-se em quatro remos, ficando o Egito sob a dinastia dos Ptolomeus.

O segundo deles, Ptolomeu Filadelfo, foi grande amante das letras e preocupou-se com enriquecer a famosa biblioteca que seu pai havia fundado. Com este objetivo, muitos livros foram traduzidos para o grego. Naturalmente, as Escrituras Sagradas do povo hebreu foram levadas em conta, apreciando-se também a grande importância que teria a tradução da Bíblia de seus antepassados da Palestina para os judeus cuja língua vernácula era o grego. Segundo um relato de Josefo, Sumo Sacerdote de Jerusalém Eleazar enviou, a pedido de Ptolomeu Filadelfo, uma embaixada de 72 tradutores a Alexandria, com um valioso manuscrito do Velho Testamento, do qual traduziram o Pentateuco. A tradução continuou depois, não se completando senão no ano 150 antes de Cristo. Esta tradução, que se conhece com o nome de Septuaginta ou Versão dos Setenta (por terem sido 70, em número redondo, seus tradutores), foi aceita pelo Sinédrio judaico de Alexandria; mas, não havendo tanto zelo ali como na Palestina e devido às tendências helenistas contemporâneas, os tradutores alexandrinos fizeram adições e alterações e, finalmente, sete dos Livros Apócrifos foram acrescentados ao texto grego como Apêndice do Velho Testamento. Os estudiosos acham que foram unidos à Bíblia, por serem guardados juntamente com os rolos de livros canônicos, e quando foram iniciados os Códices, isto é , a escrituração da Bíblia inteira em um só volume, alguns escribas copiaram certos rolos apócrifos juntamente com os rolos canônicos. Todos estes livros, com exceção de Judite, Eclesiástico, Baruque e 1 Macabeus, estavam escritos em grego, e a maioria deles foi escrita muitíssimos anos depois de o profeta Malaquias, o último dos profetas da Dispensação antiga, escrever o livro que leva o seu nome. O que se pode concluir daí é que, quando a Septuaginta era copiada, alguns livros não canônicos para os judeus eram também copiados. Isso também poderia ter ocorrido por ignorância quanto aos livros verdadeiramente canônicos.

Pessoas não afeiçoadas ao judaísmo ou mesmo desinteressadas em distinguir livros canônicos dos não canônicos tinham por igual valor todos os livros, fossem eles originalmente recebidos como sagrados pelos judeus ou não. Mesmo aqueles que não tinham os demais livros judaicos como canônicos certamente também copiavam estes livros, não por considerá-los sagrados, mas apenas para serem lidos. Por que não copiar livros tão antigos e interessantes? Estes livros, entretanto, têm a importância de refletir o estado do povo judeu e o caráter de sua vida intelectual e religiosa durante as várias épocas que representam, particularmente, a do período chamado intertestamentário (entre Malaquias e João Batista, de 400 anos); é, talvez, por estas razões que os tradutores os juntaram ao texto grego da Bíblia, mas os judeus da Palestina nunca os aceitaram no cânon de seus livros sagrados



3. Testemunhas contra os apócrifos

Traremos agora o depoimento de várias personagens históricas que depõe contra a lista canônica "Alexandrina", como consta na Septuaginta, Vulgata e em todas as versões das Bíblias católicas existentes. Pelo peso de autoridade que representam esses vultos, são provas mais do que suficientes e esmagadoras contra a inclusão dos Apócrifos no Cânon bíblico. Vejamos:

JOSEFO: A referência mais antiga ao cânon hebraico é do historiador judeu Josefo (37-95 AC). Em Contra Apionem ele escreve: "Não temos dezenas de milhares de livros, em desarmonia e conflitos, mas só vinte e dois, contendo o registro de toda a história, os quais, conforme se crê, com justiça, são divinos." Depois de referir-se aos cinco livros de Moisés, aos treze livros dos profetas, e aos demais escritos (os quais "incluem hinos a Deus e conselhos pelos quais os homens podem pautar suas vidas"), ele continua afirmando: "Desde Artaxerxes (sucessor de Xerxes) até nossos dias, tudo tem sido registrado, mas não tem sido considerado digno de tanto crédito quanto aquilo que precedeu a esta época, visto que a sucessão dos profetas cessou. Mas a fé que depositamos em nossos próprios escritos é percebida através de nossa conduta; pois, apesar de ter-se passado tanto tempo, ninguém jamais ousou acrescentar coisa alguma a eles, nem tirar deles coisa alguma, nem alterar neles qualquer coisa que seja" Josefo é suficientemente claro. Como historiador judeu, ele é fonte fidedigna. Eram apenas vinte e dois os livros do cânon hebraico agrupados nas três divisões do cânon massorético. E desde a época de Malaquias (Artaxerxes, 464-424) até a sua época nada se lhe havia sido acrescentado. Outros livros foram escritos, mas não eram considerados canônicos, com a autoridade divina dos vinte e dois livros mencionados.

ORÍGENES: No terceiro século d.C, Orígenes (que morreu em 254) deixou um catálogo de vinte e dois livros do Antigo Testamento que foi preservado na História Eclesiástica de Eusébio, VI: 25. Inclui a mesma lista do cânone de vinte e dois livros de Josefo (e do Texto Massorético) inclusive Ester, mas nenhum dos apócrifos é declarado canônico, e se diz explicitamente que os livros de Macabeus estão "fora desses [livros canônicos]"

TERTULIANO: Aproximadamente contemporâneo de Orígenes era Tertuliano. (160-250 dc) o primeiro dos País Latinos cujas obras ainda existem. Declara que os livros canônicos são vinte e quatro.

HILÁRIO: Hilário de Poitiers (305-366) os menciona como sendo vinte e dois.

ATANÁSIO: De modo semelhante, em 367 d.C., o grande líder da igreja, Atanásio, bispo de Alexandria, escreveu sua Carta Pascal e alistou todos os livros do nosso atual cânon do Novo Testamento e do Antigo Testamento, exceto Éster. Mencionou também alguns livros dos apócrifos, tais como a Sabedoria de Salomão, a Sabedoria de Sirac, Judite e Tobias, e disse que esses "não são na realidade incluídos no cânon, mas indicados pelos Pais para serem lidos por aqueles que recentemente se uniram a nós e que desejam instrução na palavra de bondade".

JERONIMO: Jerônimo (340-420.dc.) propugnou, no Prologus Galeatus. A citação pertinente de Prologus Galeatus é a seguinte: "Este prólogo, como vanguarda (principium) com capacete das Escrituras, pode ser aplicado a todos os Livros que traduzimos do Hebraico para o Latim, de tal maneira que possamos saber que tudo quanto é separado destes deve ser colocado entre os Apócrifos. Portanto, a sabedoria comumente chamada de Salomão, o livro de Jesus, filho de Siraque, e Judite e Tobias e o Pastor (supõe-se que seja o Pastor de Hermas), não fazem parte do cânon. Descobri o Primeiro Livro de Macabeus em Hebraico; o Segundo foi escrito em Grego, conforme testifica sua própria linguagem".

Jerônimo, no seu prefácio aos Livros de Salomão, menciona ter descoberto Eclesiástico em Hebraico, mas declara em sua; convicção que a Sabedoria de Salomão teria sido originalmente composta em Grego e não em Hebraico, por demonstrar uma eloqüência tipicamente helenística. "E assim", continua ele, "da mesma maneira pela qual a igreja lê Judite e Tobias e Macabeus (no culto público) mas não os recebe entre as Escrituras canônicas, assim também sejam estes dois livros úteis para a edificação do povo, mas não para estabelecer as doutrinas da Igreja"). E noutros trechos, prima pelo reconhecimento de apenas os vinte e dois livros contidos no hebraico, e a relegação dos livros apócrifos a uma posição secundária. Assim, no seu Comentário de Daniel, lançou dúvidas quanto à canonicidade da história de Suzana, baseando-se no fato que o jogo de palavras atribuído a Daniel na narrativa, só podia ser derivado do grego e não do hebraico (inferência: a história foi originalmente composta em grego). Do mesmo modo, em conexão com a história de Bel e a do Dragão, declara; "a objeção se soluciona facilmente ao asseverar que esta história especifica não está incluída no texto hebraico do livro de Daniel. Se, porém, alguém fosse comprovar que pertence ao cânone, seríamos obrigados a buscar uma outra resposta a esta objeção"

MELITO: A mais antiga lista cristã dos livros do Antigo Testamento que existe hoje é a de Melito, bispo de Sardes, que escreveu em cerca de 170 d.C. "Quando cheguei ao Oriente e encontrei-me no lugar em que essas coisas foram proclamadas e feitas, e conheci com precisão os livros do Antigo Testamento, avaliei os fatos e os enviei a ti. São estes os seus nomes: cinco livros de Moisés, Gênesis, Êxodo, Números, Levítico, Deuteronômio,Josué, filho de Num, Juizes, Rute, quatro livros dos Remos,'0 dois livros de Crônicas, os Salmos de Davi, os Provérbios de Salomão e sua Sabedoria," Eclesiastes, o Cântico dos Cânticos,Jó, os profetas Isaías,Jeremias, os Doze num único livro, Daniel, Ezequiel, Esdras."

É digno de nota que Melito não menciona aqui nenhum livro dos apócrifos, mas inclui todos os nossos atuais livros do Antigo Testamento, exceto Éster. Mas as autoridades católicas passam por cima de todos esses testemunhos para manter, em sua teimosia, os Apócrifos!



4. A Heresia dos Apócrifos

Uma das grandes razões, talvez a principal delas, porque nós evangélicos rejeitamos os Apócrifos, é devido a grande quantidade de heresias que tais livros apresentam. Fora isso, existem também lendas absurdas e fictícias e graves erros históricos e geográficos, o que fazem os Apócrifos serem desqualificados como palavra de Deus. A seguir daremos um resumo de cada livro e logo a seguir mostraremos seus graves erros.

RESUMO:
TOBIAS - (200 a.C.) - É uma história novelística sobre a bondade de Tobiel (pai de Tobias) e alguns milagres preparados pelo anjo Rafael.
Apresenta:
· justificação pelas obras - 4:7-11; 12:8
· mediação dos Santos - 12:12
· superstições - 6:5, 7-9, 19
· um anjo engana Tobias e o ensina a mentir 5:16 a 19

JUDITE - (150 a.C.) É a História de uma heroína viúva e formosa que salva sua cidade enganando um general inimigo e decapitando-o. grande heresia é a própria história onde os fins justificam os meios.

BARUQUE - (100 a.D.) - Apresenta-se como sendo escrito por Baruque, o cronista do profeta Jeremias, numa exortação aos judeus quando da destruição de Jerusalém. Porém, é de data muito posterior, quando da segunda destruição de Jerusalém, no pós-Cristo. Traz entre outras coisas, a intercessão pelos mortos - 3:4.

ECLESIÁSTICO - (180 a.C.) - É muito semelhante ao livro de Provérbios, não fosse as tantas heresias:
· justificação pelas obras - 3:33,34
· trato cruel aos escravos - 33:26 e 30; 42:1 e 5
· incentiva o ódio aos Samaritanos - 50:27 e 28

SABEDORIA DE SALOMAO - (40 a.D.) - Livro escrito com finalidade exclusiva de lutar contra a incredulidade e idolatria do epicurismo (filosofia grega na era Cristã).
Apresenta:
· o corpo como prisão da alma - 9:15
· doutrina estranha sobre a origem e o destino da alma 8:19 e 20
· salvação pela sabedoria - 9:19

1 MACABEUS - (100 a.C.) - Descreve a história de 3 irmãos da família "Macabeus", que no chamado período ínterbíblico (400 a.C. 3 a.D) lutam contra inimigos dos judeus visando a preservação do seu povo e terra.

II MACABEUS - (100 a.C.) - Não é a continuação do 1 Macabeus, mas um relato paralelo, cheio de lendas e prodígios de Judas Macabeu.
Apresenta:
· a oração pelos mortos - 12:44 - 46
· culto e missa pelos mortos - 12:43
· o próprio autor não se julga inspirado -15:38-40; 2:25-27
· intercessão pelos Santos - 7:28 e 15:14

ADIÇÕES A DANIEL:
capítulo 13 - A história de Suzana - segundo esta lenda Daniel salva Suzana num julgamento fictício baseado em falsos testemunhos.
capítulo 14 - Bel e o Dragão - Contém histórias sobre a necessidade da idolatria.
capítulo 3:24-90 - o cântico dos 3 jovens na fornalha.


5. Lendas, Erros e Heresias

5.1. Histórias fictícias, lendárias e absurdas Tobias 6.1-4 - "Partiu, pois, Tobias, e o cão o seguiu, e parou na primeira pousada junto ao rio Tigre. E saiu a lavar os pés, e eis que saiu da água um peixe monstruoso para o devorar. À sua vista, Tobias, espavorido, clamou em alta voz, dizendo: Senhor, ele lançou-se a mim. E o anjo disse disse-lhe: Pega-lhe pelas guerras, e puxa-o para ti. Tendo assim feito, puxou-o para terra, e o começou a palpitar a seus pés .

5.2. Erros Históricos e Geográficos Os Apócrifos solapam a doutrina da inerrância porque esses livros incluem erros históricos e de outra natureza. Assim, se os Apócrifos são considerados parte das Escrituras, isso identifica erros na Palavra de Deus. Esses livros contêm erros históricos, geográficos e cronológicos, além de doutrinas obviamente heréticas; eles até aconselham atos imorais (Judite 9.1O,13). Os erros dos Apócrifos são freqüentemente apontados em obras de autoridade reconhecida. Por exemplo:

O erudito bíblico DL René Paehe comenta: "Exceto no caso de determinada informação histórica interessante (especialmente em 1. Macabeus) e alguns belos pensamentos morais (por exemplo Sabedoria de Salomão), Tobias... contém certos erros históricos e geográficos, tais como a suposição de que Senaqueribe era filho de Salmaneser (1 .15) em vez de Sargão II, e que Nínive foi tomado por Nabucodonosor e por Assuero (14.15) em vez de Nabopolassar e por Ciáxares... Judite não pode ser histórico porque contém erros evidentes... [Em 2 Macabeus] há também numerosas desordens e discrepâncias em assuntos cronológicos, históricos e numéricos, os quais refletem ignorância ou confusão.HERESIAS

5.3. Ensinam Artes Mágicas ou de Feitiçaria como método de exorcismo:
a) Tobias 6.5-9 - "Então disse o anjo: Tira as entranhas a esse peixe, e guarda, porque estas coisas te serão úteis. Feito isto, assou Tobias parte de sua carne, e levaram-na consigo para o caminho; salgaram o resto, para que lhes bastassem até chegassem a Ragés, cidade dos Medos. Então Tobias perguntou ao anjo e disse-lhe: Irmão Azarias, suplico-lhe que me digas de que remédio servirão estas partes do peixe, que tu me mandaste guardar: E o anjo, respondendo, disse-lhe: Se tu puseres um pedacinho do seu coração sobre brasas acesas , o seu fumo afugenta toda a casta de demônios, tanto do homem como da mulher, de sorte que não tornam mais a chegar a eles. E o fel é bom para untar os olhos que têm algumas névoas, e sararão"
b) Este ensino que o coração de um peixe tem o poder para expulsar toda espécie de demônios contradiz tudo o que a Bíblia diz sobre como enfrentar o demônio.
c) Deus jamais iria mandar um anjo seu, ensinar a um servo seu, como usar os métodos da macumba e da bruxaria para expulsar demônios.
d) Satanás não pode ser expelido pelos métodos enganosos da feitiçaria e bruxaria, e de fato ele não tem interesse nenhum em expelir demônios (Mt 12.26).
e) Um dos sinais apostólicos era a expulsão de demônios, e a única coisas que tiveram de usar foi o nome de Jesus (Mc 16.17; At 16.18)

5.4. Ensinam que Esmolas e Boas Obras - Limpam os Pecados e Salvam a Alma
a) Tobias 12.8, 9 - "É boa a oração acompanhada do jejum, dar esmola vale mais do que juntar tesouros de ouro; porque a esmola livra da morte (eterna), e é a que apaga os pecados, e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna". Eclesiástico 3.33 - "A água apaga o fogo ardente, e a esmola resiste aos pecados"
b) Este é o primeiro ensino de Satanás, o mais terrível, e se encontrar basicamente em todas a seitas heréticas.
c) A Salvação por obras, destrói todo o valor da obra vicária de Cristo em favor do pecador. Se caridade e boas obras limpam nossos pecados, nós não precisamos do sangue de Cristo. Porém, a Bíblia não deixa dúvidas quanto o valor exclusivo do sangue como um único meio de remissão e perdão de pecados:
- Hb 9:11, 12, 22 - "Mas Cristo... por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção ...sem derramamento de sangue não há remissão."
- I Pe 1:18, 19 - "sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo,"
d) Contradiz Bíblia toda. Ela declara que somente pela graça de Deus e o sangue de Cristo o homem pode alcançar justificação e completa redenção: - Romanos 3.20, 24, 24 e 29 - "Ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei.. sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. A quem Deus propôs no seu sangue.... Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei".

5.5. Ensinam o Perdão dos pecados através das orações

a) Eclesiástico 3.4 - "O que ama a Deus implorará o perdão dos seus pecados, e se absterá de tornar a cair neles, e será ouvido na sua oração de todos os dias".
b) O perdão dos pecados não está baseado na oração que se faz pedindo o perdão, não é fé na oração, e sim fé naquele que perdoa o pecado, a oração por si só, é uma boa obra que a ninguém pode salvar. Somente a oração de confissão e arrependimento baseadas na fé no sacrifício vicário de Cristo traz o perdão (Pv. 28.13; I Jo 1.9; I Jo 2.1,2)

5.6. Ensinam a Oração Pelos Mortos

a) 2 Macabeus 12:43-46 - "e tendo feito uma coleta, mandou 12 mil dracmas de prata a Jerusalém, para serem oferecidas em sacrifícios pelos pecados dos mortos, sentindo bem e religiosamente a ressurreição, (porque, se ele não esperasse que os que tinham sido mortos, haviam um dia de ressuscitar, teria por uma coisa supérflua e vã orar pelos defuntos); e porque ele considerava que aos que tinham falecido na piedade estava reservada uma grandíssima misericórdia. É, pois, um santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados".
b) É neste texto falso, de um livro não canônico, que contradiz toda a Bíblia, que a Igreja Católica Romana baseia sua falta e herege doutrina do purgatório.
c) Este é novamente um ensino Satânico para desviar o homem da redenção exclusiva pelo sangue de Cristo, e não por orações que livram as almas do fogo de um lugar inventado pela mente doentia e apostata dos teólogos católicos romanos.
d) Após a morte o destino de todos os homens é selado, uns para perdição eterna e outros para a Salvação eterna - não existe meio de mudar o destinos de alguém após a sua morte. Veja Mt. 7:13,13; Lc 16.26

5.7. Ensinam a Existência de um Lugar Chamado PURGATÓRIO

a) Este é o ensino herético e satânico inventado pela Igreja Católica Romana, de que o homem, mesmo morrendo perdido, pode ter uma Segunda chance de Salvação.
b) Sabedoria 3.1-4 - "As almas dos justos estão na mão de Deus, e não os tocará o tormento da morte. Pareceu aos olhos dos insensatos que morriam; e a sua saída deste mundo foi considerada como uma aflição, e a sua separação de nós como um extermínio; mas eles estão em paz (no céu). E, se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade".
c) A Igreja Católica baseia a doutrina do purgatório na ultima parte deste texto, onde diz: " E, se eles sofreram tormentos diante dos homens, a sua esperança está cheia de imortalidade".
- Eles ensinam que o tormento em que o justo está, é o purgatório que o purifica para entrar na imortalidade. - Isto é uma deturpação do próprio texto do livro apócrifo. De modo, que a igreja Católica é capaz de qualquer desonestidade textual, para manter suas heresias.- Até porque, ganha muito dinheiro com as indulgências e missas rezadas pelos mortos.
d) Leia atentamente as seguinte textos das Escrituras, que mostram a impossibilidade do purgatório : I Jo 1.7; Hb 9.22; Lc 23.40-43; I6: 19-31; I Co 15:55-58; I Ts 4:12-17; Ap 14:13; Ec 12:7; Fp 1:23; Sl 49:7-8; II Tm 2:11-13; At 10:43)

5.8 Nos Livros Apócrifos Os Anjos Mentem

a) Tobias 5.15-19 - "E o anjo disse-lhe: Eu o conduzirei e to reconduzirei. Tobias respondeu: Peço-te que me digas de que família e de tribo és tu? O anjo Rafael disse-lhe: Procuras saber a família do mercenário, ou o mesmo mercenário que vá com teu filho? Mas para que te não ponhas em cuidados, eu sou Azarias, filho do grande Ananias. E Tobias respondeu-lhe: Tu és de uma ilustre família. Mas peço-te que te não ofendas por eu desejar conhecer a tua geração.
c) Um anjo de Deus não poderia mentir sobre a sua identidade, sem violar a própria lei santa de Deus. Todos os anjos de Deus, foram verdadeiros quando lhes foi perguntado a sua identidade. Veja Lc 1.19

5.9. Mulher que Jejuava Todos os Dias de Sua Vida

a) Judite 8:5,6 - "e no andar superior de sua casa tinha feito para si um quarto retirado, no qual se conservava recolhida com as suas criadas, e, trazendo um cilício sobre os seus rins, jejuava todos os dias de sua vida, exceto nos sábados, e nas neomênias, nas festas da casa de Israel"
b) Este texto legendário tem sido usado por romana relacionado com a canonização dos "santos" de idolatria. Em nenhuma parte da Bíblia jejuar todos os dias da vida é sinal de santidade. Cristo jejuou 40 dias e 40 noites e depois não jejuou mais.
c) O livro de Judite é claramente um produção humana, uma lenda inspirada pelo Diabo, para escravizar os homens aos ensinos da igreja Católica Romana.

5.10. Ensinam Atitudes Anticristãs, como: Vingança, Crueldade e Egoísmo

a) VINGANÇA - Judite 9:2
b) CRUELDADE e EGOÍSMO - Eclesiástico 12:6
c) Contraria o que a Bíblia diz sobre:
- Vingança (Rm 12.19, 17)
- Crueldade e Egoísmo ( Pv. 25:21,22; Rm 12:20; Jo 6:5; Mt 6:44-48)
A igreja Católica tenta defender a IMACULADA CONCEIÇÃO baseando em uma deturpação dos apócrifos (Sabedoria 8:9,20) - Contradizendo: Lc. 1.30-35; Sl 51:5; Rm 3:23)

Diante de tudo isso perguntamos: Merecem confiança os livros Apócrifos ?
A resposta óbvia é, NÃO.










Fonte: Revista Defesa da Fé - ano 6, n.º 41 / dezembro/2001 - pags. 54 a 59
Instituto Cristão de Pesquisa (ICP) www.icp.com.br



Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

As 7 batalhas pessoais de Davi

s batalhas pessoais do Rei Davi
As 7 batalhas de Davi


• 1) Rejeição do Pai.

Davi não era como Isaque ou José, o predileto de seu pai, se o fosse seria mais fácil ser o indicado para as altas posições ou certamente receberia privilégios de um pai que quisesse exaltá-lo. Mas com Davi era diferente, ele era o mais diferenciado entre todos os irmãos, ficava á margem da família, enquanto os irmãos eram soldados e “guerreiros” Davi ficava no campo, cuidando de ovelhas, logo não era orgulho para o pai e nem para ninguém.
Não obstante a toda rejeição e descrédito recebido, Davi tinha um coração especial, e Deus olhava para ele .
Muitos como Davi não tiveram o alento de um pai ou um “padrinho” em suas vidas, mas pelo contrário viveram o abandono ou desprezo por parte dos mesmos, porém se deixaram afetar por esta situação e tornaram-se pessoas doentias, amargas, limitadas em seus afetos e na condição de conquista, alegando que a falta de apoio lhes tolheu e impossibilitou uma vida bem sucedida, porém em Deus nenhuma situação de vitória pode ser impedida.
Davi rompeu com a visão que o pai tinha sobre ele, e aceitou a visão do Pai Celestial e visionou o grande de Deus.
Não se contamine com a pequenez e a culpa, Davi nem foi chamado para estar naquele momento tão importante de sua família, já que a visita de um sacerdote a uma casa era mais valiosa do que uma grande festa, gerava tremor até nos mais experientes e entendidos, porém isso não o abateu em nada, pois seu coração era limpo de toda contaminação e auto-piedade. Quando foi chamado sem ressentimento compareceu e foi o eleito por Deus para ocupar o reino e ser um ungido, não fique preso ao passado e aos destratos ou oportunidades perdidas por causa do homem, o que Deus tem para você ninguém poderá invalidar.

“E convidarás a Jessé ao sacrifício; e eu te farei saber o que hás de fazer, e ungir-me-ás a quem eu te disser.
Fez, pois, Samuel o que dissera o SENHOR, e veio a Belém; então os anciãos da cidade saíram ao encontro, tremendo, e disseram: De paz é a tua vinda?
E disse ele: É de paz, vim sacrificar ao SENHOR; santificai-vos, e vinde comigo ao sacrifício. E santificou ele a Jessé e a seus filhos, e os convidou ao sacrifício.
E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o SENHOR o seu ungido.
Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.
Então chamou Jessé a Abinadabe, e o fez passar diante de Samuel, o qual disse: Nem a este tem escolhido o SENHOR.
Então Jessé fez passar a Sama; porém disse: Tampouco a este tem escolhido o SENHOR.
Assim fez passar Jessé a seus sete filhos diante de Samuel; porém Samuel disse a Jessé: O SENHOR não tem escolhido a estes.
Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os moços? E disse: Ainda falta o menor, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, porquanto não nos assentaremos até que ele venha aqui.
Então mandou chamá-lo e fê-lo entrar (e era ruivo e formoso de semblante e de boa presença); e disse o SENHOR: Levanta-te, e unge-o, porque é este mesmo.
Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá.” (I Sm.16)

O pai e família não via nele os atributos de um eleito de Deus e isso queria contribuir para impedi-lo de ter acesso à oportunidades, mas Deus prezou pelo coração de Davi e o destacou dentre os seus irmãos. Muitas vezes a situação familiar quer manter-nos aprisionados a uma sub-condição, pois julgam que não somos dignos de viver o melhor, mas aquele que tem um coração puro sempre será achado por Deus e escolhido dentre muitos, logo nenhum problema familiar ou desdém tem poder de paralisar a vida de nenhum filho de Deus.

Agora, pois, assim dirás a meu servo Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eu te tirei do curral, de detrás das ovelhas, para que fosses chefe do meu povo Israel. ( I Crn. 17:7)


• 2) Desprezo dos irmãos:

Os irmãos se julgavam tão prepotentes e superiores que Davi era considerado um nada aos olhos deles, nenhum apostava em sua capacitação e nenhum o enxergava como um homem escolhido.
Mas independente de todo menosprezo e aversão que tinham contra ele, Davi permanecia puro e integro no que fazia, buscava ser o melhor naquilo que estava no poder de suas mãos, e Deus via isso em Davi, pois ele era fiel no pouco, ele valorizava o que tinha mesmo sendo pequeno e sem valor algum para toda a família, e por isso Davi foi considerado apto para viver o grande do Senhor.

“Então falou Davi aos homens que estavam com ele, dizendo: Que farão àquele homem, que ferir a este filisteu, e tirar a afronta de sobre Israel? Quem é, pois, este incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?
E o povo lhe tornou a falar conforme àquela palavra dizendo: Assim farão ao homem que o ferir.
E, ouvindo Eliabe, seu irmão mais velho, falar àqueles homens, acendeu-se a ira de Eliabe contra Davi, e disse: Por que desceste aqui? Com quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto? Bem conheço a tua presunção, e a maldade do teu coração, que desceste para ver a peleja.
Então disse Davi: Que fiz eu agora? Porventura não há razão para isso?” “( I Sm.17:26-28)

Os irmãos de Davi o menosprezavam, embora Davi já tivesse recebido a unção não era respeitado mas menosprezado, oprimido e ridicularizado diante das batalhas, porém habitava nele a força de Deus, que o tornava vitorioso e resistente. A afronta de conhecidos e até familiares não tem poder de fazer-te fracassar nas batalhas se tiveres uma vida com Deus.

• 3) Afronta do Gigante:

O Gigante Golias se considerava o maioral, sua presença e furor apavorava a muitos, que detinham-se na peleja, quando Golias olha para Davi nada vê, pois a essência de Davi que era poderosa na terra, a fé, firmeza de caráter que homem nenhum pode ver, quando Golias olha Davi o repudia, pois sua presença era franzina em nada o potencializava como um lutador. Mas Deus já havia ensinado Davi o poder de um coração que supera a aparência, Deus ensinara Davi sobre a essência e esse deve ser o nosso aprendizado que a aparência nunca tenha poder de te abater nas batalhas da vida.

“ E, estando ele ainda falando com eles, eis que vinha subindo do exército dos filisteus o homem guerreiro, cujo nome era Golias, o filisteu de Gate; e falou conforme àquelas palavras, e Davi as ouviu.
Porém todos os homens em Israel, vendo aquele homem, fugiram de diante dele, e temiam grandemente.
O filisteu também vinha se aproximando de Davi; e o que lhe levava o escudo ia adiante dele.
E, olhando o filisteu, e vendo a Davi, o desprezou, porquanto era moço, ruivo, e de gentil aspecto.
Disse, pois, o filisteu a Davi: Sou eu algum cão, para tu vires a mim com paus? E o filisteu pelos seus deuses amaldiçoou a Davi.
Disse mais o filisteu a Davi: Vem a mim, e darei a tua carne às aves do céu e às bestas do campo.
Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu venho a ti em nome do SENHOR dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.
Hoje mesmo o SENHOR te entregará na minha mão, e ferir-te-ei, e tirar-te-ei a cabeça, e os corpos do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves do céu e às feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel;
E saberá toda esta congregação que o SENHOR salva, não com espada, nem com lança; porque do SENHOR é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão.” (I Sm.17:23-24,41-47)


Muitos dizem você precisaria ter certo perfil e arquétipo, porém quem estabelecerá e atribuirá o que é fundamental para você vencer é Deus, e Ele tem poder de surpreender as pessoas pelo que Ele vai fazer na sua vida.
Aos olhos humanos Davi não apresentava os atributos de um guerreiro, e isso gerava mais desrespeito e confronto contra ele, porém Deus sabia que espiritualmente Davi era o homem ideal para vencer pois tinha um espírito forte que o tornava bem sucedido em todas as batalhas.

Não se deixe abater por aquilo que você vê, reavalie o modo que você se enxerga, mas olhe para o seu interior e veja a força que precisas para vencer.

• 4) Perseguição de Saul:

Davi passou sua vida toda em um ambiente de confronto e rejeição, e mesmo quando recebe uma promessa e a unção sobre a sua vida, continua aparentemente vivendo os mesmos problemas, agora Saul não queria aceitá-lo e com toda o poder que julgava ter além de persegui-lo tentava constantemente matá-lo .
Humanamente falando Davi poderia ter se ressentido, poderia ter se desesperado e cansado desistir do chamado, alegando que sempre sofrera a mesma situação e que não suportava mais, porém ele não fez isso, mas tentava dia a dia mostrar que era digno de receber o que Deus tinha prometido à ele, Davi procurava de todas as formas alcançar o ideal de Deus, e independente da visão que todos tinham dele ele nunca aceitou ser diminuído, mas se preocupava em melhorar e superar-se cada vez mais.
• Davi foi perseguido ferozmente e injustamente durante anos de sua vida, porém em nada ele atribuiu ao Senhor esta dificuldade que se mantinha em sua caminhada, mas apegado a Deus suportou a perseguição e venceu o seu maligno opressor, não na força da carne mas pela mão do Deus vivo.

“Depois também Davi se levantou, e saiu da caverna, e gritou por detrás de Saul, dizendo: Rei, meu senhor! E, olhando Saul para trás, Davi se inclinou com o rosto em terra, e se prostrou.
E disse Davi a Saul: Por que dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Eis que Davi procura o teu mal?
Eis que este dia os teus olhos viram, que o SENHOR hoje te pós em minhas mãos nesta caverna, e alguns disseram que te matasse; porém a minha mão te poupou; porque disse: Não estenderei a minha mão contra o meu senhor, pois é o ungido do SENHOR.
Olha, pois, meu pai, vê aqui a orla do teu manto na minha mão; porque cortando-te eu a orla do manto, não te matei. Sabe, pois, e vê que não há na minha mão nem mal nem rebeldia alguma, e não pequei contra ti; porém tu andas à caça da minha vida, para ma tirares.
Julgue o SENHOR entre mim e ti, e vingue-me o SENHOR de ti; porém a minha mão não será contra ti.
Como diz o provérbio dos antigos: Dos ímpios procede a impiedade; porém a minha mão não será contra ti.
Após quem saiu o rei de Israel? A quem persegues? A um cão morto? A uma pulga?
O SENHOR, porém, será juiz, e julgará entre mim e ti, e verá, e advogará a minha causa, e me defenderá da tua mão.” (I Sm.24:)

Compreenda que por mais poder, ódio ou ciúmes que alguém possa ter de de você, ou por mais que alguém tente te prejudicar, ninguém tem condições de tocar em sua vida além do que podes suportar, pois Deus é superior a toda afronta do inimigo e ele delimita o poder de atuação do seu perseguidor, pense em Jó, por isso o seu coração deve ser como o de Davi, sempre confiante pois é Deus quem fará justiça na sua vida, não se encha de ódio ou ressentimentos, confie.

“Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.” (Rom.12:19)


• 5) Domínio sobre a imoralidade:

Davi conheceu na pele as consequências de ceder à sua carne, Davi em um tempo de guerra, optou pelo descanso e enviou outros para lutarem em seu lugar, neste momento ele habilitou pela passividade a entrada de um grande tormento em sua vida, acordou tarde e foi instigado a possuir uma mulher casada, inicia ai um período de grande queda e sofrimento da vida de Davi, pois depois de consumar o adultério com Beteseba, ele tem conhecimento que ela engravida, consciente da colheita, no sentimento de Adão tenta fugir das responsabilidades do erro diante do povo, e ás escuras providência a morte do esposo dela, um fiel combatente chamado Urias, após o assassinato encomendado de Urias, Davi então pensa em conviver com Beteseba sem problemas, porém um profeta de Deus traz a luz a prática que estava escondida, e ao contrário de Adão , Davi pede o perdão de Deus mas parece não estar muito consciente da queda, depois da morte do filho que está no ventre de Beteseba, ele cai em si completamente.
A legalidade promovida pelo espirito da prostituição, atingiu a família de Davi, seu filho Amonn seduziu e estuprou a irmã Tamar, a morte entra também na sua família pois o irmão Absalão indignado planeja a morte de Amonn pelo que fizera, e nas áreas que Davi habilitou o mal, há uma continuidade sobre sua família, a ponto de seu filho Absalão o mesmo que defendera a honra e moral da irmã, deita-se com todas as concubinas do seu pai, á plena luz do dia no alpendre do palácio, quando confrontava a autoridade do pai. Por isso Davi escreve o Salmo 51 onde clama pelo perdão do pecado que cometera com Bateseba e Urias, que gerou tanta habilitação em sua vida:

“Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.
Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.
Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.
Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.
Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.
Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.
Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.
Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.
Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades.
Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.
Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.
Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.
Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão.
Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça.” (Sl.51)
Davi conheceu o choro e a humilhação e soubera o que é se lamentar pelo pecado, a ponto de muitas vezes clamar pela misericórdia e o perdão do Eterno sabendo das consequências que colhia por causa da iniquidade na carne.
Deus perdoou Davi do seu pecado, por ter cedido para uma situação que ele não precisava ceder, é necessário aprender que temos capacidade de vencer todas as batalhas e temos força para resistir ao mal que nos rodeia, e entender que embora sejamos amados e privilegiados de Deus Ele jamais será conivente com o mal em nós, Davi tinha um coração quebrantado pois entendia que á um coração puro Deus não desprezaria, portanto a quem mais é dado mais é cobrado, Deus confia em nós, por isso elimine toda contaminação da sua vida e saiba que as consequências são inevitáveis para aquele que já conhece a Deus e opta pela desobediência.

“Então disse Natã a Davi: Tu és este homem. Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel, e eu te livrei das mãos de Saul;
E te dei a casa de teu senhor, e as mulheres de teu senhor em teu seio, e também te dei a casa de Israel e de Judá, e, se isto é pouco, mais te acrescentaria tais e tais coisas.
Porque, pois, desprezaste a palavra do SENHOR, fazendo o mal diante de seus olhos? A Urias, o heteu, feriste à espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher; e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom.
Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher.
Assim diz o SENHOR: Eis que suscitarei da tua própria casa o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres perante este sol.
Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei este negócio perante todo o Israel e perante o sol.
Então disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR perdoou o teu pecado; não morrerás.
Todavia, porquanto com este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos do SENHOR blasfemem, também o filho que te nasceu certamente morrerá.
Então Natã foi para sua casa; e o SENHOR feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, e adoeceu gravemente.” (II Sm.12:7-15)



• 6) Destruição na família:


Pelos seu pecado Davi habilitara a contaminação e destruição no seu lar, como o apóstolo pregou Davi não conseguiu manter sua família íntegra porque ele mesmo falhou, por isso viveu conflitos e teve batalhas perdidas, a vingança de Absalão, o incesto de Ammon, a traição de Absalão, a mentira, a violência tentou instalar-se em sua vida e família visando aniquilá-los, como um bom pai muito chorou pelos seus filhos, mas não conseguiu livrar muitas vezes das mãos dos adversários, embora tenha desejado com ardor o bem de sua herança.

“Porque, pois, desprezaste a palavra do SENHOR, fazendo o mal diante de seus olhos? A Urias, o heteu, feriste à espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher; e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom.
Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher.
Assim diz o SENHOR: Eis que suscitarei da tua própria casa o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres perante este sol.
Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei este negócio perante todo o Israel e perante o sol.
Então disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR perdoou o teu pecado; não morrerás.
Todavia, porquanto com este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos do SENHOR blasfemem, também o filho que te nasceu certamente morrerá.
Então Natã foi para sua casa; e o SENHOR feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, e adoeceu gravemente.” (II Sm.12:7-15)

Quando Davi pecou ele trouxe vergonha ao nome do Senhor que nele atribuiu tantas benção e vitórias, da mesma forma assim o Acusador nos acusa de dia e de noite diante do Senhor a fim de buscar motivos para nos desabilitar em nossa constituição.
Porém em Cristo estas maldições herdadas são quebradas e é possível estancar a hemorragia que traz dano à parentela pela raiz de Davi, Davi não conseguiu estabelecer a paz dentro do seu próprio lar, porém em Cristo haverá bom futuro, Ele tem poder de aniquilar a sentença que está sobre nós e todo roubo que tenta estender-se de geração á geração. Davi pecou e por isso sua herança contaminou-se, mas Jesus não pecou Ele é santo e todo o que está ligado á Ele está debaixo de benção e honra, pois sua herança é santa na terra. Davi não pode na totalidade viver este mover de cura , mas hoje a geração de Cristo, que se apega não a Davi mas ao Deus de Davi, tem vida plena e cura. Pois não seremos passivos diante do mal, mas independente das ocorrências familiares nos apegamos a Deus para proteger-nos, pois só Ele tem poder de fazer parar a malignidade no seu lar e família pela nossa firmeza na rocha que é Cristo.

• 7) Sentença humana:

Sempre tentaram colocar um stigma sobre Davi, por toda a vida procuraram colocar uma marca de limitação e impossibilidade diante dele, porém ele jamais sujeitou-se a isso, mas pelo contrário buscou resultados em Deus e alcançou patamares altos.
As sentenças humanas sempre vinham, nos momentos decisivos de sua vida um parecer crítico se erguia para tentar abatê-lo, deduções humanas e carnais provenientes de homens ou mulheres enfermos de mente e coração.
Davi se movia na dimensão de Deus irredutivelmente, não diminuía a marcha em direção a estória que Deus queria escrever para ele sempre consciente das suas dores e batalhas buscava superar-se sempre, ainda que nos momentos de sofrimentos sempre se deparasse com tais afronta dos homens.


• Seus Irmãos: “Bem conheço a tua presunção, e a maldade do teu coração, que desceste para ver a peleja.” (I Sm.17:28b)

• Saul: “Porém Saul disse a Davi: Contra este filisteu não poderás ir para pelejar com ele; pois tu ainda és moço, e ele homem de guerra desde a sua mocidade.” (I Sm.17:33)

• Golias: “Sou eu algum cão, para tu vires a mim com paus? E o filisteu pelos seus deuses amaldiçoou a Davi.” ( I Sm. 17:43b)

• A sua esposa Mical: “Quão honrado foi o rei de Israel, descobrindo-se hoje aos olhos das servas de seus servos, como sem pejo se descobre qualquer dos vadios.” ( II Sm. 6:20c)

• Simei: “E, amaldiçoando-o Simei, assim dizia: Sai, sai, homem de sangue, e homem de Belial....Simei ia ao longo do monte, defronte dele, caminhando e amaldiçoando, e atirava pedras contra ele, e levantava poeira. ” (II Sm.16:7,13)

Não importa o que digam para você e de você, Não submeta-se a sentenças humanas, aguarde sempre um parecer de Deus sobre a sua vida, pois ele é favorável a ti, e entregará poderosas conquistas em suas mãos.
Após muitos embates e tentativas frustradas de abatimento, Davi em mais um dos momentos difíceis de sua vida, devido a uma queda, tem diante de si uma poderosa decisão e sem titubear decide:

“Então disse Davi a Gade: Estou em grande angústia; porém caiamos nas mãos do SENHOR, porque muitas são as suas misericórdias; mas nas mãos dos homens não caia eu.” (II Sm.24:14)

Davi opta cheio de convicção por estar nas mãos de Deus, e não ser entregue nas mãos dos homens que tanto o injustiçaram e acusaram indevidamente, pois sabia que Deus sempre será justo para retribuir conforme a obra real das suas mãos e o ajudaria a superar, porém os homens sempre queriam atingi-lo e destruir suas conquistas retirando sua força para lutar. Assim Davi quebra todas as sentenças humanas que pesavam sobre a sua vida e coloca-se integralmente nas mãos de Deus para ser livrado, julgado e perdoado.

Raquel Camargo Fragoso
Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2011
Código do texto: T2791909


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sexta-feira, 5 de março de 2010

O lamaçal

Era uma vez uma ovelinha que, junto com sua mãe, passava em frente de um chiqueiro todos os dias a caminho do pasto. Os porcos se divertiam tanto rolando na lama que num dia de muito calor a ovelinha pediu à mãe que a deixasse pular a cerca e chafurdar na lama fresca.
A mãe respondeu que não. A ovelinha fez a clássica pergunta: “Por que não?” A resposta foi simples: “Porque ovelhas não chafurdam.”

A ovelinha não se contentou. Achou que a mãe havia feito pouco caso dela e abusado de sua autoridade quando não devia. Assim que a mãe se afastou, a ovelinha correu para o chiqueiro e pulou a cerca. Sentiu a lama fria em seus pés, suas pernas e barriga. Pouco depois achou que já era hora de voltar para junto da mãe, mas não conseguiu! Estava presa!

Lama e lã não combinam. Seu prazer havia se transformado em prisão. A ovelinha estava desesperadamente presa em conseqüência de sua tolice. Ela pediu socorro e foi resgatada por um lavrador caridoso.

Depois de ter sido limpa e estar de volta ao aprisco, a mãe relembrou: “Não se esqueça de que ovelhas não chafurdam!”

O mesmo acontece com o pecado. Parece tão gostoso, tão fácil de ser abandonado quando bem entendermos. Mas não é assim! Os prazeres nos aprisionam. Os cristãos não devem chafurdar (2 Pedro 2:14-22) - Autor desconhecido

quinta-feira, 5 de junho de 2008

UN CORAZÓN TRASPASADO


Tema el compungir del corazón.
Te daré cuatro ideas: primero, la necesidad de ello; segundo, la ausencia de ello; tercero, el efecto de ello; y cuarto, sus medios.

I. Primero, la necesidad de la compunción.

Spurgeon dijo,

Una impresión que salva es siempre un compungir de corazón...los predicadores hacen muchas impresiones en sus oyentes, pero bendito sea el predicador que hace una herida en sus corazones. Una impresión que salva se tiene que hacer en el corazón, porque toda religión verdadera tiene que comenzar ahí (traducción de C. H. Spurgeon, “Heart Piercing,” The Metropolitan Tabernacle Pulpit, Pilgrim Publications, reimpreso en 1978, tomo LIV, p. 254).

“Toda religión verdadera comienza ahí.” ¿Dónde? En el corazón. No en la cabeza, sino que en el corazón. El Domingo pasado en la mañana dije que el problema del hombre no es intelectual. Dije que el problema del hombre es el pecado. Ya que eso es cierto, una mera creencia en los hechos del Evangelio no salvará a nadie. La conversión no ocurre en la mente. Ocurre en el corazón.

“Porque con el corazón se cree para justicia” (Romanos 10:10).

En la Biblia, el “corazón” se refiere al centro de la vida interior del hombre, el asiento de la conciencia. Pero el corazón del hombre está corrupto y contaminado por el pecado. El profeta Jeremías dijo,

“Engañoso es el corazón más que todas las cosas, y perverso” (Jeremías 17:9).

El engaño interior y la maldad de tu corazón te ciegan a la verdad, y te mantienen en un estado de engaño propio.

Es ahí donde viene el Espíritu Santo.

“Y cuando él venga, convencerá al mundo de pecado”
(Juan 16:8).

El modo general en que los pecadores son convertidos es por el actuar del Espíritu Santo en la predicación de la Palabra de Dios en reprobar, reprender, y convencer a la persona inconversa de su pecado. La nota de Juan 16:8 de la Biblia The Geneva Bible [en Inglés] dice, “El Espíritu de Dios obra tan poderosamente por la predicación de la palabra, que él constriñe al mundo...a confesar su propia injusticia” (traducción de The 1599 Geneva Bible, Tolle Lege Press, reimpresa en 2006, nota de Juan 16:8). La obra convencedora, que reprende, del Espíritu de Dios causa que sientas en tu corazón que eres un pecador ante los ojos de Dios.

¡Esto no es solamente saber los hechos! ¡No es simplemente una creencia mental en el Evangelio! ¡De ninguna manera! Es el cortar hasta el tuétano de tu malvado y engañoso corazón por el Espíritu de Dios – actuando en la predicación de la Palabra de Dios – hasta que eres compungido, y eres llevado cara a cara con la realidad de que eres un pecador, perdido en tu pecado, torcido en tu engaño propio, ¡condenado en la desesperante maldad de tu propio corazón!

“Cuando él venga, convencerá al mundo de pecado”
(Juan 16:8).

“Al oír esto, se compungieron de corazón …” (Hechos 2:37).

Y yo digo que este compungir es absolutamente necesario, que es el principio de la conversión, y sin ello no hay conversión verdadera, solamente una conversión falsa, solamente un profesar vacío, solamente el “decisionismo” muerto.

“Al oír esto, se compungieron de corazón …” (Hechos 2:37).

II. Segundo, la ausencia del compungir.

Spurgeon dijo,

Si no es una verdadera obra de corazón, no durará. La razón que tantos reinciden es que edificaron en la arena; no había obra de fundación profunda. La obra que salva el alma, la obra que perdura, es aquella donde Dios ara profundamente en al conciencia...Es...la salvación completa, no solamente una profesión de la fe, que durará hasta el fin. Si la impresión que se ha hecho no compunge el corazón, será pasajera [temporal]; y cuando desaparezca será peor, porque la gente que es más difícil de conmover es la que ha sido impresionada muchas veces pero sin ser salva...Usando una expresión común, se han endurecidos al evangelio, y ese es un estado muy serio al que puede llegar el hombre (traducción de Spurgeon, ibid., paginas 256-257).

Sin la compunción del Espíritu de Dios, la conversión no sucederá. A su tiempo Dios dirá,

“No lo toleraré más” (Amos 7:8; 8:2).

Y en aquel día, ya no habrá compungir de conciencia. Tu corazón estará para siempre como piedra. Y Dios ya no pasará por ti. Habrás cometido el pecado imperdonable. Ahora, para siempre, el Evangelio será

“encubierto de tus ojos” (Lucas 19:42).

¿Qué te sucederá si Dios te deja tal como estás? ¿Qué te sucederá si eres dejado sin una conciencia compungida, sin un sentimiento de convicción por tus pecados? Te diré lo que sucederá. Dios te entregará

“a una mente reprobada” (Romanos 1:28).

Y cuando Dios te entregue a tal reprobación, tu corazón endurecido atesorará

“para ti mismo ira para el día de la ira y de la revelación del justo juicio de Dios, el cual pagará a cada uno conforme a sus obras” (Romanos 2:5-6).

Cuando tu conciencia ya no sea compungida, serás como un muerto,

“sin esperanza y sin Dios en el mundo” (Efesios 2:12).

“Al oír esto, se compungieron de corazón” (Hechos 2:37).

III. Tercero, el efecto de esta compunción.

¿Cuál fue el resultado de que sus corazones fueran compungidos? ¿Qué resultó? ¿Qué los movió a que hicieran? La segunda mitad del texto da la respuesta,

“Al oír esto, se compungieron de corazón, y dijeron a Pedro y a los otros apóstoles: Varones hermanos, ¿qué haremos?”
(Hechos 2:37).

El compungir de sus conciencias los movió a clamar,

“Varones hermanos, ¿qué haremos?” (Hechos 2:37).

Nadie dirá eso con emoción verdadera o con fuerza sino hasta que haya sido punzado en su corazón por el Espíritu de Dios. ¡Él pensará que sabe exactamente qué hacer! Él pensará que sabe la respuesta. Él pensará que lo tiene todo aprendido. Él pensará, “Si solamente hago esto, y esto, seré salvo.” Solamente cuando la convicción del Espíritu de Dios traspase su corazón, él clamará,

“¿Qué haré?”

Podemos repasar vez tras vez las doctrinas del Evangelio, pero eso te hará poco bien a menos que el Espíritu de Dios apuñale tu conciencia. Entonces, cuando seas herido, oirás lo que tenemos que decir sobre Jesús, sobre Su muerte como pago de tu pecado, sobre Su Sangre lavando tu vileza. Pero tú no agarrarás a Cristo, tú no cederás a Él, y no lo recibirás ayuda que salva con lo que te decimos, hasta que tu corazón sea punzado, y sientas con claridad la gran maldad de tu corazón y de tu vida,

“Al oír esto, se compungieron de corazón, y dijeron a Pedro y a los otros apóstoles: Varones hermanos, ¿qué haremos?”
(Hechos 2:37).

Eso fue exactamente lo que sucedió en la conversión del Apóstol Pablo.

“El dijo: ¿Quién eres, Señor? Y le dijo: Yo soy Jesús, a quien tú persigues; dura cosa te es dar coces contra el aguijón. El, temblando y temeroso, dijo: Señor, ¿qué quieres que yo haga? Y el Señor le dijo: Levántate y entra en la ciudad, y se te dirá lo que debes hacer” (Hechos 9:5-6).

Con temblor y temor él dijo,

“Señor, ¿qué quieres que yo haga?” (Hechos 9:6).

Eso fue exactamente lo que le sucedió al carcelero Filipense. Él

“se precipitó adentro, y temblando, se postró a los pies de Pablo y de Silas; y sacándolos, les dijo: Señores, ¿qué debo hacer para ser salvo?” (Hechos 16:29-30).

“Al oír esto, se compungieron de corazón, y dijeron a Pedro y a los otros apóstoles: Varones hermanos, ¿qué haremos?”
(Hechos 2:37).

¡Así, está claro que esta compunción de tu conciencia te llevará a sentir que no tienes idea de cómo ser salvo! Te hará sentir que no sabes nada de ello. Luego sentirás como si no sabes nada, que eres tan ignorante del Evangelio y ciego igual que un pagano que jamás ha ido a la iglesia. Te hará moldeable y enseñable ante Dios.

Matado por la ley, atravesado por el Espíritu de Dios, vendrás con humildad y sobrio, y dirás,

“Varones hermanos, ¿qué [haré]?” (Hechos 2:37).

IV. Cuarto, el medio principal de esta compunción.

Hay varias maneras en que el Espíritu de Dios aplica la ley para compungir a los pecadores en el corazón. A menudo les recuerda de cierto pecado particular que han cometido en el pasado. Él puede hacer eso en ti. Él te podrá recordar de algo de lo que te avergüenzas, y así compungir tu corazón.

Pero el traspasar más profundo a menudo viene cuando la persona perdida siente que su naturaleza misma es pecaminosa. Luego se le hace sentir que

“Desde la planta del pie hasta la cabeza no hay en él cosa sana, sino herida, hinchazón y podrida llaga” (Isaías 1:6).

Mas la manera principal que Dios atraviesa la conciencia es la que se halla en el sermón de Pedro en Pentecostés.

“Al oír esto, se compungieron de corazón…” (Hechos 2:37).

¿Qué era “esto”? Mira al verso 36.

“Sepa, pues, ciertísimamente toda la casa de Israel, que a este Jesús a quien vosotros crucificasteis, Dios le ha hecho Señor y Cristo” (Hechos 2:36).

“A este Jesús a quien vosotros crucificasteis, Dios le ha hecho Señor y Cristo” (Hechos 2:36).

“Al oír esto, se compungieron de corazón...” (Hechos 2:37).

Explicamos estas palabras con gran cuidado, a menos que parezca que justificamos o endosamos el pecado de ser anti-semita. La mayoría de la gente a la que Pedro le hablaba no tuvo nada qué ver personalmente con la crucifixión. La mayoría de ellos eran peregrinos que habían llegado recientemente a Jerusalén a celebrar la fiesta de Pentecostés. Y muchos de ellos eran prosélitos, ni siquiera nacidos de padres Judíos. Esta celebración tomaba lugar cincuenta días después de la Pascua cuando Jesús fue crucificado. Casi todos aquellos que habían llegado para la Pascua ya se habían ido a casa. Por lo tanto, la mayoría de esta gente ni siquiera había estado en Jerusalén cuando Cristo fue crucificado. Aun así, fueron los soldados Romanos, bajo Pilato, quienes realmente clavaron los clavos en Sus manos y pies. Así que cuando Pedro dijo, “a quien vosotros crucificasteis,” él habla de algo mucho más profundo. Él habla de la expiación de Cristo, de la propiciación de los pecados de toda la humanidad por Su crucifixión. El Apóstol Juan, que fue testigo ocular de la crucifixión, dijo,

“Y él es la propiciación por nuestros pecados; y no solamente por los nuestros, sino también por los de todo el mundo”
(I Juan 2:2).

Como dijo Isaías,

“Mas él herido fue por nuestras rebeliones, molido por nuestros pecados; el castigo de nuestra paz fue sobre él, y por su llaga fuimos nosotros curados” (Isaías 53:5).

Y el Apóstol Pablo dijo,

“Todo aquel que en él creyere, no será avergonzado. Porque no hay diferencia entre judío y griego, pues el mismo que es Señor de todos, es rico para con todos los que le invocan”
(Romanos 10:11-12).

Esto es lo que Pedro quiso decir cuando dijo,

“A este Jesús a quien vosotros crucificasteis, Dios le ha hecho Señor y Cristo” (Hechos 2:36).

Esto compungió las conciencias de ellos porque se dieron cuenta de que Jesús había sido crucificado por ellos, y por y para toda la humanidad también. Yo creo que, aunque haya sido débil, ellos tenían cierta conciencia de esa verdad del Evangelio,

“Y él es la propiciación por nuestros pecados; y no solamente por los nuestros, sino también por los de todo el mundo”
(I Juan 2:2).

“Al oír esto, se compungieron de corazón, y dijeron a Pedro y a los otros apóstoles: Varones hermanos, ¿qué haremos?”
(Hechos 2:37).

Spurgeon dijo,

Pero el instrumento principal, creo yo, que Dios usa para compungir a los corazones en el corazón es el amor de morir de Jesucristo. Nada hiere como la cruz de Cristo, como igualmente nada sana como la cruz. Cuando descubrimos eso, que por amor y piedad infinitos, Jesús vino a esta tierra y tomó nuestros pecados sobre sí mismo...y murió en nuestro [lugar] en la cruz del Calvario...Ver al que hemos traspasado con nuestro pecado, nos hacer llorar por ello...Sí, el Salvador sangriento hace que sangren los corazones de los hombres, cuando él es traspasado, ellos son traspasados. De una cosa estoy seguro, de que nada traspasó mi corazón como descubrir el infinito amor de Dios al dar su Hijo amado para morir por mi...¡Oh, Espíritu del Dios viviente, da esta [iluminación] a alguno de los escogidos de Dios aquí ahora! Hiere así sus corazones y guíalos al Salvador herido, y que sepan que aquel que en él cree fue amado por Dios desde el principio del tiempo, y serán amados por Dios cuando el tiempo no sea más! (traducción de Spurgeon, ibid., pp. 260-261).

Pensamientos del Salvador cruficado traspasaron los corazones de aquellas personas en el Día de Pentecostés, y deben traspasar tu corazón también, mientras piensas en Jesús muriendo por tus pecados, en tu lugar, como sustituto tuyo. Como lo pone John Newton en uno de sus himnos,

Ví a uno colgado de un madero,
En agonía y sangre;
Sus ojos [llenos de dolor] puso en mí,
Estando yo cerca de la cruz.
Oh, ¿cómo fue que en un madero
El Salvador murió por mí?
My alma se asombra, se satisface mi corazón,
Al pensar que Él murió por mí.

Mi conciencia sintió y reconoció la culpa,
Y en desesperación me sumió;
Ví que mi pecado Su sangre había derramado
Y ayudó a clavarlo allí.
Oh, ¿cómo fue que en un madero
El Salvador murió por mí?
My alma se asombra, se satisface mi corazón,
Al pensar que Él murió por mí.
(traducción libre de “He Died For Me” por John Newton, 1725-1807).

Si tu corazón está compungido por pensamientos de Jesús muriendo como sustituto tuyo, para salvarte de la terrible pena del pecado, entonces ven a Él y hallarás descanso para tu alma, una medicina completa para sanar una conciencia traspasada. Ojalá que así sea contigo. Amen.
De: Dr. R. L. Hymers, Jr.